sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

NATAL! REFLITA!

NATAL! REFLITA!
LOURIVAL PITA JUNIOR

Sede simples como as pombas e prudentes como as serpentes. Mateus 10:16
A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam (...) Hebreus 11:1
Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus. Romanos 8:28
A nossa vida é “um vapor que aparece um pouco, e logo se desvanece”. Tiago 4:14
E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração. Colossenses 3:23
Deus, dê-me forças para aceitar as coisas que não posso mudar. Oração: São Francisco
É melhor ter amado e perdido, do que nunca ter amado. Santo Agostinho
Os olhos são a janelas da alma. Alphonse Karr
Comece a ser agora o que você será daqui para frente. São Jerônimo
Quem não está comigo está contra mim. Lucas 11:23
Se um cego guia outro cego, ambos cairão na cova. Mateus 15:14
A verdade vos libertará. João 8:32
Aquele, porém, que perseverar até o fim esse será salvo. O Mestre da Vida Jesus Cristo
Andai como filhos da Luz... Epistola de Paulo
Tudo é possível, ao que crê. O Mestre Inesquecível Jesus Cristo
Examinai todas as coisas. Epistola de Paulo
Quem tem ouvidos (para ouvir), ouça! O Mestre dos Mestres Jesus Cristo
Quem é fiel no pouco, também é fiel, no muito. O Mestre do amor Jesus Cristo
Paz seja contigo; anima-te, anima-te. Dan 10.19
Levante-te, mete mão à obra; seja Deus contigo. I Gr. 22.16
Tende bom animo... Não temais! Marco 6.50
Tudo quanto fizerdes, fazei de todo coração. Col. 3.23
Levante-te, e vai; a tua fé te salvou. Bíblia – Novo Testamento: Lucas 17.19
O homem é justificado pela fé. Rom. 3.28
Não se turbe o vosso coração, credes em Deus. João 14.1
Teme a Deus e guarda os seus mandamentos. Ecl. 12.13
Em Deus vivemos, nos movemos e existimos. Atos 17.28
As misericórdias de Deus se renovam cada manhã. Lam. 3.23
Para Deus tudo é possível. Mateus 19.26
Deus suprirá todas as vossas necessidades. Fil. 4.19
O Senhor Deus te guiará constantemente. Isa. 58.11
A luz brilhará em teus caminhos. Jô 22.28
As tuas portas estarão abertas de continuo. Isa. 60.11
Buscai s coisas que são de cima. Co.l 3.1
A vossa tristeza se converterá em alegria. João 16.20
Saireis com alegria e em paz sereis guiados. Isaias 55.12
Deus é rico em perdoar. Isaias. 55.7
Deus te eleve em segurança. Sal. 20.1
Deus te abençoe e te guarde. Num 6.24
A paz é nosso bem final. Santo Agostinho

FELIZ NATAL!
BOAS FESTAS!
UM ABRAÇO DE LUZ!

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NATAL! REFLITA!

NATAL!
REFLITA!

Ó meu Deus, criai em mi um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza.
Salmo 50,12
Oh! Provai, e vede que Deus é bom; bem-aventurado o homem que n’Ele se refugia.
Salmo de Davi
Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de suas mãos.
Salmo de Davi
Bem-aventurados os que trilham caminhos retos, e andam na Lei de Deus.
Salmo de Davi
Os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundancia da paz.
Salmo de Davi
Deus te eleve em segurança
Sal. 20.1
Em Deus faremos proezas
Salmo 60.12
Espera pelo Senhor e tem bom ânimo
Salmo 27.14
Deus é o nosso refugio e fortaleza
Salmo 46.1
A terra está cheia da bondade de Deus.
Salmo de Davi
Entrega o teu caminho ao Senhor Deus, confia Nele, e o mais Ele fará.
Salmo de Davi
Ao anoitecer pode vir o choro mas, a alegria vem pela manhã.
Salmo de Davi
Tudo passa rapidamente, e nós voamos.
Salmos 90:10
O temor do Senhor é o principio da sabedoria.
Salmo 11:10
Entrega o teu caminho ao Senhor; confia Nele, e ele tudo fará.
Salmo 37:3,6



FELIZ NATAL!
BOAS FESTAS!
UM ABRAÇO DE LUZ PARA TODOS

Lourival Pita Junior
ACESSE: fluirdavidapp.blogspot.com.br.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

FRASES OU SENTENÇAS PEQUENAS DE UMA LINHA TEMAS DIVERSOS

FRASES OU SENTENÇAS PEQUENAS DE UMA LINHA
TEMAS DIVERSOS
Lourival Pita Junior

O Mundo não é nada mais do que uma tela para a nossa imaginação.

Henry David Thoreau (1817-1802) poeta e ativista americano

A mente é um inimigo para aqueles que não a controlam.

Bhagavad Gita (séc. V A.C.) antigo texto Hindu

A gratidão é a vacina, um antídoto, um anticéptico.

John Henry Jowett (1864-1923) pregador presbiteriano

Quando você percebe que nada lhe falta, o mundo inteiro lhe pertence.

Lao-Tsé (c.Século VI A.C.) fundador do Taoísmo

O sucesso não é a chave da felicidade. A felicidade é que é a chave do sucesso.

Albert Schiweitzer (1875-1965) filósofo alemão

Nós devemos ser a mudanças que queremos ver no mundo.

Gandhi (1869-1948)
Quando você julga os outros, não os define, define a si mesmo.
Wayne W.Dyer
Reaja inteligentemente mesmo a um tratamento não inteligente.
Lao-Tse
Felicidade nunca diminui ao ser compartilhada.

Buda – Indiano (563-483AC) – Líder religioso que originou o Budismo.

Esperança é um sonho desperto.
Aristóteles – Grego (384-322 a.C.) – Filósofo
Enquanto há vida, há esperança.
Cícero – Romano (106-43 a.C.) – Filósofo
Sabedoria para resolver e paciência para fazer.

Homero – Grego (+1-750 a.C.) – Poeta, autor de Ilíada e Odisséia.

O homem é seu próprio amigo. O homem é seu próprio inimigo.

Bhagavad Gita – Indiano (aproximadamente 3000 a.C.) – Livro sagrado que faz parte de Mahabharata.

O homem livre é senhor da sua vontade e escravo somente da sua consciência.

Aristóteles – Grego (384-322 a.C.) – Filósofo

Vencer a si próprio é a maior das vitórias.

Platão – Grego (428-347) – Filósofo, autor de A República

Homem, conheça-te a ti mesmo e conhecerá o Universo.

Sócrates – Grego (470-499 a.C.) – Filósofo
O mais próximo de mim sou seu.
Terêncio – Romano (190-159) – Dramaturgo
Controle a sua mente ou ela o controlará.
Horácio – Romano (65-8 a.C.) – Poeta

Nossa vida é o que os nossos pensamentos fazem dela.

Marcus Aurellus – Romano (121-180 a.C.) – Imperador romano, filósofo.

Nada é bastante para quem considera pouco o suficiente.

Confúcio – Chinês (351-149) – Filósofo, fundador do Confucionismo.

O homem que sofre antes de ser necessário, sofre mais que o necessário.

Sêneca – Romano (4 a.C.-65 A.C.) – Filósofo, escritor, político

É melhor sofrer o pior agora do que viver no eterno medo dele.

Júlio César – Romano (100-44 a.C.) – Estadista, escritor
A necessidade é a mãe da invenção.

Platão – Grego (428-347 A.C.) – Filósofo, autor da República

Poderosos rios podem ser facilmente dominados na sua nascente.

Públio Siro – Romano (46 a.C. – 43 d.C.) – Poeta

Quando o mar está calmo, todo mundo pode ser timoneiro.

Públio Siro – Romano (46 a.C. – 43 d. C.) – Poeta

É impossível um homem aprender aquilo que ele acha que sabe.

Epitectus – Grego (55-135) – Filósofo

Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.

Pitágoras – Grego (580-500 a.C.) – Filósofo, matemático

É ruim o plano que não pode ser mudado.
Público Siro – Romano (46 a.C. – 43 d.C.) – Poeta

O caminho que desce e o caminho que sobe são os mesmos.
Heráclito – Grego (544-483 a.C.) – Filósofo

É fácil apagar as pegadas; difícil, porém, é caminhar sem pisar no chão.

Lao-Tsé – Chinês (604-531 a.C.) – Fundador do Taoísmo

É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão.

Confúcio – Chinês (551-479 a.C.) – Filósofo, fundador do Confucionismo

Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.

Sócrates – Grego (470-399 a.C.) – Filósofo
Tudo o que sei é que nada sei.
Sócrates – Grego (470-399 a.C.) – Filósofo
Ou nós encontramos um caminho ou abrimos um.

Aníbal – Cartaginês (247-183 a.C.) – General
Deus ajuda a quem se ajuda.
Esopo – Grego (séc. VI a.C.) – Fabulista
O que destrói a criatividade é o senso do ridículo.

Confúcio – Chinês (551-479 a.C.) – Filósofo, fundador do Confucionismo

Tente colocar bom senso na cabeça de um tolo e ele dirá que é tolice.

Euripedes – Grego (480-406 a;C.) – Dramaturgo
Use sua luz, mas diminua seu brilho.
Lao-Tsé – Chinês (604-531 a.C.) – Fundador do Taoísmo
Apressa-te devagar.
Augustus – Romano (63 a.C. – 14 d.C.) – Imperador

O homem que foge pode combater outra vez.

Menanbro – Grego (342-291) – Autor de comedias.

Para onde quer que vá, vá de todo o coração.

Confúcio – Chinês (551-479 a.C.) – Filósofo, fundador do Confucionismo.

A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.

Aristóteles – Grego (384-322 a.C.) – Filósofo

O homem superior fala com modéstia, mas age com audácia.

Confúcio – Chinês (551-479 a.C.) – Filósofo, fundador do Confucionismo

Se deseja atingir o ponto mais alto, comece pelo mais baixo.

Ciro, o Jovem – Persa (424-401) – Príncipe guerreiro
Gratidão é a memória do coração.
Antístenes – Grego ( 444-371 a.C.) – Filósofo


Gratidão é o sentimento que mais depressa envelhece.

Aristóteles – Grego (384-322 a.C.) – Filósofo

A honestidade, sem as regras do decoro, transforma-se em grosseria.

Confúcio – Chinês (551-479 a.C.) – Filósofo, fundador do Confucionismo

Quem fala o que quer ouve o que não quer.
Terêncio – Romano (190-159 a.C.) – Dramaturgo

O melhor meio de guardar boas ações na memória é refrescá-la com novas.

Marcus Cato – Romano (234-149 a.C.) – Estadista, historiador.

O prêmio de uma boa ação é tê-la praticado.

Sêneca – Romano (4 a.C.-65 d.C.) – Filósofo, político.

Os primeiros passos são inúteis quando não se percorre o caminho até o fim.

Shankara – Indiano (788-820) – Filósofo, teólogo.

A preguiça anda tão devagar que a pobreza facilmente a alcança.

Confúcio – Chinês (551-479 a.C.) – Filósofo, fundador do Confucionismo.

Tolo é aquele que naufragou seus navios duas vezes e continua culpando o mar.

Públio Siro – Romano (46 a.C.- 43 d.C.) – Poeta
Teimosia e estupidez são gêmeos.
Sófocles – Grego (496-406 a.C.) – Dramaturgo

Quem está em todo lugar não está em lugar nenhum.

Sêneca – Romano (4 a.C.- 65 d.C.) – Filósofo, político, escritor.

A pressa mais atrasa que adianta.
Quinto Cúrcio – Romano (séc. I) – Historiador.

Quem fica na ponta dos dedos não se conserva de pé durante muito tempo.

Lao-Tsé – Chinês (604-531 a.C.) – Fundador do Taoísmo.

A inveja consome o invejoso como a ferrugem, o ferro.

Antístenes – Grego (444-371 a.C.) – Filósofo

Encontrar defeito é fácil, mas fazer melhor pode ser difícil.

Plutarco – Grego (45-125) – Biógrafo, filósofo


Para saber falar é necessário saber calar-se.
Pittacus – Grego (650-570 a.C.) – Filósofo

Cala-te ou diga coisas que valham mais que o silêncio.

Pitágoras – Grego (580-500 a.C.) – Filósofo, matemático.

O silêncio é um amigo que nunca trai.

Confúcio – Chinês (551-479 a.C.) – Filósofo, fundador do Confucionismo.

Se você não pode dizer uma coisa boa, não diga nada.

Esopo – Grego (séc. VI a.C.) – Fabulista

Exibição exterior é um pobre substituto para valor interior.

Esopo – Grego (séc. VI a.C.) – Fabulista

Importe-se sobre a aprovação dos outros e você se tornará prisioneiros deles.

Lao-Tsé – Chinês (604-531 a.C.) – Fundador do Taoísmo.

O uso da força é seguida pela perda da força.

Lao-Tsé – Chinês (604-531 a.C.) – Fundador do Taoísmo.

Agir com raiva é o mesmo que içar vela na tempestade.

Euripedes – Grego (480-406 a.C.) – Dramaturgo.
A união faz a força.
Esopo – Grego (séc. VI a.C.) – Fabulista

Ter muitos amigos é o mesmo que não ter amigos.

Aristóteles – Grego (384-322 a.C.) – Filósofo
Escreva na areia as faltas de teu amigo.

Pitágoras – Grego (580-500 a.C.) – Filósofo, matemático

Quando amas, não és prudente; quando és prudente, não amas.

Públio Siro – Romano (46 a.C.- 43 d.C.) – Poeta

Não há nada permanente, exceto a mudança.
Heráclito – Grego (544-483 a.C.) – Filósofo

Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo.

Platão – Grego (428-347 A.C.) – Filósofo, autor da República

É muito ruim acostumar-se à sorte.
Públio Siro – Romano (46 a.C.- 43 d.C.) – Poeta
As palavras verdadeiras não são agradáveis e as agradáveis não são verdadeiras.

Lao-Tsé – Chinês (604-531 a.C.) – Fundador do Taoísmo.

O homem que cometeu um erro e não o corrige está cometendo outro erro.

Confúcio – Chinês (551-479 a.C.) – Filósofo, fundador de Confucionismo.
Errar é humano.
Sêneca – Romano (4 a.C.- 65 d.C.) – Filósofo, político, escritor.

Enquanto nós estamos adiando, a vida passa.

Sêneca – Romano (4 a.C.- 65 d.C.) – Filósofo, político, escritor.

Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e às tempestade.

Epicuro – Grego (340-270 a.C.) – Filósofo

Eu não tenho medo de tempestade, pois estou aprendendo a conduzir meu barco.

Ésquilo – Grego (525-456 a.C.) – Dramaturgo

O rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos.

Lao-Tsé – Chinês (604-531 a.C.) – Fundador do Taoísmo.

Não use um canhão para matar um mosquito.

Confúcio – Chinês (551-479 a.C.) – Filósofo, fundador de Confucionismo.

Quem usa sapato sabe onde ele o aperta.
Plutarco – Grego (45-125) – Biógrafo, filósofo

Má é uma opinião que não pode ser mudada.

Aulo Gélio – Romano (130-175) – Crítico, gramático

Para quem não sabe para qual porto ir, não há ventos propícios.

Sêneca – Romano (4 a.C.-65 d.C.) – Filósofo

A vida não é uma pergunta a ser respondida. É um mistério a ser vivido.

Buda – Indiano (563-483 a.C.) – Líder religioso que originou o Budismo.

A vida é uma longa luta no escuro.
Lucrécio – Romano (98-55 a.C.) – Poeta, filósofo

Cada dia que surge constitui uma nova vida para quem sabe viver.

Horacio – Romano (65-8 a.C.) – Poeta


É feliz e senhor de si mesmo quem, ao final do dia, pode dizer: eu vivi.

Horacio – Romano (65-8 a.C.) – Poeta
Tempo: o devorador de todas as coisas.
Ovídio – Romano (43-17 a.C.) – Poeta
O tempo é a imagem móvel da eternidade.

Platão – Grego (428-347 a.C.) – Filósofo, autor de A República.

Nenhum homem pode fugir de seu destino.
Sófocles – Grego (496-406 a.C.) – Dramaturgo

As pessoas são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.

Cícero – Romano (106-43 a.C.) – Filósofo

A alma não é um copo que é preciso encher, mas um lar que é preciso aquecer.

Plutarco – Grego (45-125) – Biógrafo, filósofo

Nós sentamos juntos, as montanhas e eu, até somente as montanhas ficarem.

Li Pó – Chinês (701-762) – Poeta
A arte é longa, a vida é breve.
Hipócrates – Grego (460-357 a.C.) – Médico.

É preciso comer para viver, não viver para comer.
Cícero – Romano (106-43 a.C.) – Filósofo

O mundo é um livro e aquele que não viaja lê apenas uma pagina.

Santo Agostinho – Argelino (354-430) – Teólogo
É parte da cura o desejo de ser curado.
Sêneca – Romano (4 a.C.-65 d.C.) – Filósofo
O homem é o lobo do homem.
Plauto – Romano (254-184 a.C.) – Dramaturgo
O homem é a medida de todas as coisas.
Protágoras – Grego (485-415 a.C.) –
Nada que é humano me é indiferente.
Terêncio – Romano (190-159 a.C.) – Dramaturgo
Honestidade é elogiada e morre de fome.

Décimo Júnio Juvenal – Romano (55-127) – Poeta
Em meio às armas, as leis se calam.
Cícero – Romano (106-43 a.C.) – Filósofo
Somos escravos das leis para podermos ser livres.
Cícero – Romano (106-43 a.C.) – Filósofo

Seja como o sândalo que perfuma o machado que o corta.

Buda – Indiano (563-483 a.C.) – Líder religioso que originou o Budismo.


Ninguém ama sua pátria porque ela é grande, mas porque é sua.

Sêneca – Romano (4 a.C.-65 d.C.) – Filósofo

Na ausência de justiça, o que é o poder constituído senão pilhagem organizada.

Santo Agostinho – Argelino (354-430 d.C.) – Teólogo

Aquele que quer aprender a dar ordens, primeiro deve aprender a obedecer.

Sólon – Grego (640-558 a.C.) – Estadista

O mundo é uma continua transformação, e a vida não passa de uma opinião.

Marco Aurélio – Romano (121-180 d.C.) – O imperador filósofo.

Todos comem e bebe; são, poucos os que sabem distinguir os sabores.

Confúcio – Chinês (551-479 a.C.) – Filósofo, fundador de Confucionismo.

Devemos prosperar por merecimento, e não por proteção.

Plauto – Romano (254-184 a.C.) – Dramaturgo

De nada vale tentar ajudar aqueles que não se ajudam a si mesmos.

Confúcio – Chinês (551-479 a.C.) – Filósofo, fundador de Confucionismo.

Ajuda teu semelhante a levantar sua carga; porém, não a carregá-la.

Pitágoras – Grego (580-500 a.C.) – Filósofo, matemático

A vida é uma constante batalha, na qual devemos mostrar nosso valor.

Plauto – Romano (254-184 a.C.) – Dramaturgo
Faze tudo como se alguém te vigiasse.
Epicuro – Grego (340-270 a.C.) - Filósofo

Ninguém conserva por longo tempo o poder exercido com violência.

Sêneca – Romano (4 a.C.-65 d.C.) – Filósofo

Trata teus superiores sem lisonja; e teus subalternos sem desprezo.

Confúcio – Chinês (551-479 a.C.) – Filósofo, fundador de Confucionismo.

Respeita a ti mesmo, e terás um caráter nobre.

Pitágoras – Grego (580-500 a.C.) – Filósofo, matemático

A boa reputação é um segundo patrimônio.
Públílio Siro – Romano (46 a.C.- 43 d.C.) – Poeta

É próprio dos estultos observar os defeitos alheios e esquecer os próprios.

Cícero – Romano (106-43 a.C.) – Filósofo

Não penses mal dos que procedem mal; pensa somente que estão equivocados.

Sócrates – Grego (470-399 a.C.) – Filósofo

Nunca a fortuna põe um homem em tal altura que não precise de um amigo.

Sêneca – Romano (4 a.C.-65 d.C.) – Filósofo

Não vemos a Deus, no entretanto O reconhecemos através de suas obras.

Cícero – Romano (106-43 a.C.) – Filósofo
A natureza nada faz de inútil.
Aristóteles – Grego (384-322 a.C.) – Filósofo
A necessidade não tem lei.
Santo Agostinho – Argelino (354-430 d.C.) – Teólogo

Nenhum ato de bondade, por menor que seja, é em vão.

Esopo – Grego (séc. VI a.C.) – Fabulista.

Quem faz o homem feliz não é o dinheiro: é a retidão e a prudência.

Demócrito – Grego (Séc. V. A.C.)
O caráter de um homem faz seu destino.
Demócrito – Grego (Séc. V. A.C.)

158 – Conversa com aqueles que possam fazer-te melhor do que és.

Sêneca – Romano (4 a.C.-65 d.C.) – Filósofo

O hábito não refreado logo se transforma em vício.

Santo Agostinho – Argelino (354-430 d.C.) – Teólogo

A vida sem exame não é digna de ser vivida.

Platão – Grego (428-347 a.C.) – Filósofo, autor de A República.

O mais forte é aquele que tem poder sobre si mesmo.

Sêneca – Romano (4 a.C.-65 d.C.) – Filósofo

O homem livre é senhor de sua vontade e somente escravo de sua consciência.

Aristóteles – Grego (384-322 a.C.) – Filósofo

Mesmo não havendo lei, a consciência é uma punição.

Públílio Siro – Romano (46 a.C.- 43 d.C.) – Poeta

A boa consciência conduz à esperança. A má consciência, ao desespero.

Santo Agostinho – Argelino (354-430 d.C.) – Teólogo

A confissão das más ações é o primeiro passo para a prática de boas ações.

Santo Agostinho – Argelino (354-430 d.C.) – Teólogo

Quando você percebe que nada lhe falta, o mundo inteiro lhe pertence.

Lao-Tsé (c. Século VI A.C.) fundador do Taoísmo
A felicidade depende de nós mesmos.
Aristóteles – Grego (384-322 a.C.) – Filósofo
Ame e faça o que queres.
Santo Agostinho – Argelino (354-430 d.C.) – Teólogo

Onde há caridade e amor, ai se encontra a assembléia dos santos.

Santo Agostinho – Argelino (354-430 d.C.) – Teólogo

Tudo flui, nada persiste, nem permanece o mesmo.
Heráclito de Éfeso – Grego Filósofo

Ajuda teus semelhantes a levantar sua carga, mas não a carregues.

Pitágoras de Samos – Grego (571-501) – Fundador da escola pitagórica

A fala, semeia – o que escuta, recolhe.

Pitágoras de Samos – Grego (571-501) – Fundador da escola pitagórica

Pensem o que quiserem de ti; faze aquilo que te parece justo.

Pitágoras de Samos – Grego (571-501) – Fundador da escola pitagórica

Contenta-te com o mundo tal como é.
Demócrito de Abdera – grego – Filósofo

A natureza faz, enquanto possível, sempre o que é mais belo.

Aristóteles – Grego (384-322 a.C.) – Filósofo

Deus unicamente conhece a verdade, que é inacessível ao homem.

Argesilau – Grego Filósofo
O Mundo é a pátria comum de todos os homens.
Musônio – Grego Filósofo estóico

O corpo é o instrumento da alma e a alma o instrumento de Deus.

Plutarco – Grego (45-125) – Biógrafo, filósofo

Toda verdade dita por quem quer que seja, é do Espírito Santo.

Santo Ambrosio (340-397) – Teólogo
Compreender para crer, crer para compreender.

Santo Agostinho – Argelino (354-430 d.C.) – Teólogo

Vencer a si próprio é a maior das vitórias.

Platão – Grego (428-347) – Filósofo, autor de A República
O mais próximo de mim sou seu.
Terêncio – Romano (190-159) – Dramaturgo

É impossível um homem aprender aquilo que ele acha que sabe.

Epitectus – Grego (55-135) – Filósofo
O homem que foge pode combater outra vez.

Menanbro – Grego (342-291) – Autor de comedias.

As pessoas são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.

Cícero – Romano (106-43 a.C.) – Filósofo
O caráter de um homem faz seu destino.
Demócrito – Grego (Séc. V. A.C.)

Conversa com aqueles que possam fazer-te melhor do que és.

Sêneca – Romano (4 a.C.-65 d.C.) – Filósofo

As ações de um homem são os melhores interpretes de seus pensamentos.

John Locke – Inglês (1632-1704) – Filósofo
Aqueles que podem é porque pensam que podem.

Virgilio – Romano (70-19 a.C.) – Poeta
O homem se vinga quando vence não é digno da sua vitória.
Voltaire
Um homem está não onde mora, mas onde ama.
Ditado italiano
O homem contemporâneo esqueceu de sua maior virtude: O AMOR.

Jornalista Talita Cícero
O homem só tem acesso ao conhecimento quando iluminado por Deus.

Santo Agostinho teólogo, filósofo
O homem faz de si a imagem de seus sonhos?
Helena Blavatski

PROVÉRBIOS

PROVÉRBIOS
Lourival Pita Junior

01 - Alegria compartilhada é uma alegria dupla, tristeza compartilhada é meia tristeza.
Prov. Sueco
02 - Quem conduz a criança pela mão leva a mãe pelo coração.
Prov. Dinamarquês
03 - O sorriso custa menos que a eletricidade e dá mais luz.
Prov. Escocês
04 - Não importa a distância já percorrida na estrada errada, volte.
Prov. Turco
05 - Adie por um dia e dez dias se passarão.
Prov. Coreano
06 - Lamentar aquilo que não temos é desperdiçar aquilo que possuímos.
Prov. Chinês
07 - O mesmo solo que te faz cair é o que ajuda a te levantar.
Prov. Hindu

08 - Se o destino te lança uma faca, há duas maneiras de apanhá-las: pela lamina ou pelo cabo.
Prov. Oriental

09 - Ontem é apenas um sonho, amanhã apenas uma visão, mas um hoje bem-vivido faz de cada ontem um sonho de felicidade e de cada amanhã uma visão de esperança.

Dito sânscrito
10 - Não declares que as estrelas estão mortas só porque o céu está nublado.
Prov. Árabe

11 - Existem três tipos de pessoas: as que deixam acontecer, as que fazem acontecer e as que perguntam o que aconteceu.
Prov. Escocês
12 - Espere com paciência, ataque com rapidez.
Prov. Chinês
13 - Se você gosta das coisas fáceis, você terá dificuldades. Se você gosta de problemas, você será bem-sucedido.
Prov. Laosiano

14 - Duas coisas indicam fraqueza – calar-se quando é preciso falar e falar quando é preciso calar-se.
Prov. Persa
15 - Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento. Melhor é a sabedoria do que as jóias; tudo o que se deseja, nada se compara com ela.
Provérbios do Rei Salomão
16 - Se te sentares no caminho, senta-te de frente... embora tenhas de ficar de costas para o que já percorrestes
Provérbio chinês
17 - Prepara-te para o que quiseres ser.
Provérbio alemão

18 - Passarei por este mundo uma só vez. Assim, todas as boas ações que possa praticar e todas as gentilezas que possa dispensar a qualquer ser humano, não devem se adiadas. Devo aproveitar este momento, pois nunca voltarei a passar por este caminho.
Sabedoria popular
19 - Aquele que confia em Deus, esse é feliz
Provérbio 16.20
20 - Confia no Senhor de todo o teu coração
Provérbio 3.5
21 - Um coração alegre faz tanto bem quanto os remédios!
Provérbio oriental
22 - A fortuna bate sempre à porta de quem sorri.
Provérbio oriental

23 - O coração alegre aformoseia o rosto; mas, com a tristeza no coração, o espírito se abate.
Provérbio de Salomão
24 - Perdoa a todos; mais que a ti próprio.
Provérbio inglês
25 - A quem dá liberalmente, ainda se acrescenta mais e mais...
Provérbio de Salomão

26 - Fica sempre um pouco de perfume nas mãos de quem oferece rosas.
Provérbio chinês
27 - As ações são mais sinceras que as palavras.
Provérbio
28 - Quem em todos crê, erra; quem em ninguém crê, não acerta.
Provérbio
29 - A alegria é a saúde da alma.
Provérbio
30 - Amar é fácil, difícil é ser amado.
Provérbio
31 - Quando se ama de verdade, as grandes dores são mudas.
Provérbio
32 - A amizade começa onde nasce a simpatia.
Provérbio
33 - O amor não reside na inteligência, e sim no coração.
Provérbio
34 - O amor morre, onde morre a confiança.
Provérbio
35 - O amor próprio faz mais vitima que o próprio amor.
Provérbio
36 - O amor faz passar o tempo, e o tempo faz passar o amor.
Provérbio
37 - A vida é dádiva da natureza, mas uma vida bela é dádiva da sabedoria.
Provérbio grego
38 - Se você for paciente em um momento de raiva, irá escapar de 100 anos de arrependimento.
Provérbio chinês
39 - Deus escuta teu canto, mas só pode só após de teu vizinho o pranto.

Provérbio italiano

ORAÇÕES / PRECES

ORAÇÕES / PRECES
Coletâneas de orações ou preces
Lourival Pita Junior

Quando você rezar, não deixe de revelar nada a Deus.
Abra seu coração com honestidade, como se estivesse falando com seu melhor amigo.
Rebbe Nachman (1772-1810) – Mestre espiritual

Introdução

O segredo da oração sincera reside em encontrar os momentos de silêncio e calma em que conseguimos falar com Deus usando a linguagem do nosso coração – com nossas próprias palavras, nossa própria linguagem. As orações já prontas nunca tiveram a intenção de substituir a expressão dos nossos sentimentos mais profundos, em diferentes momentos e locais, e que externam emoções que vêm do mais intimo de nossas almas.
Jesus Cristo como dizia Robbe Nachman: “O Messias conseguirá conquistar todo o mundo sem jamais dar um só tiro. Sua ‘suave arma’ para a paz será a prece”.
Todos nós recebemos nosso quinhão de lutas nesta vida, mas, armados com a prece, certamente poderemos enfrentá-las sem medo.
Meu Deus, ajuda-me a manter minha conta contigo sempre com um saldo positivo!
Ajuda-me a rezar!
Lourival Pita Junior

Pelo sinal da cruz, livrai-nos, Deus Nosso Senhor, dos nossos inimigos.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.
(Oração extraída da Bíblia – edição pastoral da editora Paulus)

Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no principio, agora e sempre. Amém.
(Oração extraída da Bíblia – edição pastoral da editora Paulus)

Pai Nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos daí hoje.
E perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
Amém.
(Oração extraída da Bíblia – edição pastoral da editora Paulus)

Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
(Oração extraída da Bíblia – edição pastoral da editora Paulus)

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina.
Amém.
(Oração extraída da Bíblia – edição pastoral da editora Paulus)
A Prece da Serenidade: Concedei-me a serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem para mudar o que posso e sabedoria pra reconhecer a diferença.
Epicteto ( 55-135 d.C.) – Filósofo do estoicismo
Mestre do Universo!
Ajuda-me, fazer com que as palavras que saem da minha boca sejam a mesmas que saem do meu coração.
Ajuda-me a expressar tudo o que quero dizer a Ti com a mais sincera verdade!
Meu Deus, faze com que possamos enfrentar as batalhas da vida empunhando somente a prece como arma, imbuídos de toda a verdade e sentimento que nosso coração e alma possuem.
Rebbe Nachman (1772-1810) – Mestre espiritual

Meu Deus, eu trabalho e luto, sem nunca saber se vou atingir o que desejo.
Só Tu podes dar esperança aos meus sonhos.
Com Tua ajuda, nenhum dos meus esforços jamais será em vão.
Com Tua bênção, todas as dificuldades que enfrento se transformarão em frutos.
Só Tu, meu Deus, és a chave para o sucesso de tudo o que faço.

Rebbe Nachman (1772-1810) – Mestre espiritual

... meu Deus, ajuda-me a manter minha conta contigo sempre com um saldo positivo!

Rebbe Nachman (1772-1810) – Mestre espiritual

Oração pela saúde do (a) filho (a) de Deus: Minha vida surgiu na Terra como corpo carnal, para que a Vida de Deus Se manifeste na superfície terrestre.
Meu corpo carnal não é mera matéria.
É a materialização do Espírito de Deus e, por isso, é natural que eu seja sempre saudável e feliz.
Deus, muito obrigado (a).

(Extraído da revista SEICHO-NO-IE FONTE DE LUZ. Ano XLVI Nº 488, Setembro, 2010).

Oração para obter excelente resultados: Eu sou filho(a) de Deus.
Sou automanifestação da Vida de Deus. Por isso, não é só o meu corpo carnal que é saudável.
Sou excelente em todos os sentidos.
Para mim, jamais surgem coisas más.
Já eliminei todo o complexo de inferioridade, vou bem nos estudos e obtenho ótimos resultados nos esportes.
Muito obrigado (a).

(Extraído da revista SEICHO-NO-IE FONTE DE LUZ. Ano XLVI Nº 488, Setembro, 2010).

Oração para ser sempre bem-sucedido: Deus é Sabedoria infinita. Como filho (a) de Deus, dEle herdei a Sabedoria infinita.
Por isso, quando leio um livro, entendo bem tudo que está escrito nele.
Como Deus me orienta para fazer o que é melhor conforme a necessidade, o tempo e o local, eu nunca fracasso, seja em que for.
Coisas boas virão, com certeza. Serei bem–sucedido, com certeza.
Muito obrigado (a).

(Extraído da revista SEICHO-NO-IE FONTE DE LUZ. Ano XLVI Nº 488, Setembro, 2010).

Oração pela alegria de ser gentil: Deus é amor, Amor é ser atencioso (a) com as pessoas, é pensar nos outros.
Como filho (a) de Deus, dEle herdei o Seu infinito Amor.
Por isso, sempre penso nos outros e os trato com gentileza e bondade, para que todos melhorem.
Meu espírito de amor fica satisfeito e feliz quando eu trato as pessoas com gentileza. Sinto-me feliz, ao ser gentil com as pessoas todos os dias.
Muito obrigado (a).

(Extraído da revista SEICHO-NO-IE FONTE DE LUZ. Ano XLVI Nº 488, Setembro, 2010).

Oração para ser infinitamente alegre: Deus é Vida infinitamente saudável, infinitamente alegre, e nele nada há que seja sombrio.
Há sombra onde não existe Deus. Deus é Luz e, quando Deus Se manifesta, só a luz brilha, porque não existe sombra.
Como filho (a) de Deus, dEle herdei a infinita Vida saudável e a mente infinitamente alegre.
Sou sempre saudável, e minha mente está sempre alegre e vivaz.
Muito obrigado (a).

(Extraído da revista SEICHO-NO-IE FONTE DE LUZ. Ano XLVI Nº 488, Setembro, 2010).

Oração para abençoar o lar: Deixo agora o mundo dos cinco sentidos e adentro no mundo da Imagem Verdadeira.
O mundo da Imagem Verdadeiro é puro, repleto de alegria, criado por Deus, e este é o meu lar, aqui e agora.
Meu lar é o Reino de Deus, é o Paraíso, aqui e agora.
Todas as pessoas da minha família são filhos de Deus, nenhum delas tem mente sombria, mas todas são alegres e profundamente amorosas, sem ira, ódio nem disputa.
Meu lar é realmente um Paraíso.
Muito obrigado.

(Extraído da revista SEICHO-NO-IE FONTE DE LUZ. Ano XLVI Nº 488, Setembro, 2010).

Oração para ver todas as pessoas como filho de Deus: Deus é todo de tudo. Todas as pessoas e coisas foram criadas por Deus.
Como Deus é bem, todas as pessoas e coisas criadas por Deus também são bem. Doravante, não verei em nenhuma pessoa o “mal” e a inferioridade.
Vejo com os olhos da mente que, na Imagem Verdadeira, todas as pessoas são filhos de Deus, possuidoras de todas as virtudes de Deus.
Eu lhe agradeço e as reverencio; por isso, diante de mim, todas manifestam a Imagem Verdadeira de pessoas de bem.
Muito obrigado.

(Extraído da revista SEICHO-NO-IE FONTE DE LUZ. Ano XLVI Nº 488, Setembro, 2010).
Meu Deus, se errarmos, faz-nos querer mudar; se tivermos razão, dá-nos força para vivermos com isso.
Reverendo Peter Marshall

domingo, 4 de dezembro de 2011

MENSAGENS PARA REFLEXÃO

MENSAGENS PARA REFLEXÃO

LOURIVAL PITA JUNIOR

I - Quando Me Amei de Verdade...

Quando me amei de verdade, pude compreender que em qualquer circunstancia, eu estava no lugar certo, há hora certa. Então, pude relaxar.
Quando me amei de verdade, pude perceber que o sofrimento emocional é sinal de que estou indo contra a minha verdade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado, inclusive eu mesmo.
Quando me amei de verdade, comecei me livrar de tudo o que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e qualquer coisa que me pusesse para baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo. Mas, hoje eu sei que é amor próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer planos. Hoje, faço o que acho certo e no meu próprio ritmo. Como isso é bom!
Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece.
Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas, quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

II - Em Tudo Daí Graças

Se você anda triste porque perdeu seu amor, lembre-se daquele que não teve um amor para perder.
Se você se decepcionou com alguma coisa, lembre-se daquele cujo nascimento já foi uma decepção.
Se você anda cansado de trabalhar, lembre-se daquele que vive angustiado porque perdeu um emprego.
Se você reclama de uma comida mal feita, lembre-se daquele que vive faminto sem um pedaço de pão.
Se um sonho seu foi desfeito, lembre-se daquele que vive um pesadelo constante.
Se você anda triste e aborrecido, lembre-se daquele que espera pelo seu sorriso.
Se você teve um amor para perder,
Se você teve um trabalho para cansar-se,
Um sonho para desfazer,
Se você teve uma comida para reclamar,
Uma tristeza para sentir, lembre-se de agradecer a Deus, porque existem muitos que dariam tudo para estar em seu lugar.




III - Amanhã Pode Ser Muito Tarde

Ontem?... Isso faz tanto tempo!...
Amanhã?... Não nos cabe saber...
(E amanhã pode ser muito tarde...)
Amanhã pode ser muito tarde para você dizer que ama, para você dizer que perdoa, para você dizer que desculpa, para você dizer que quer tentar de novo...
Amanhã pode ser muito tarde para você pedir perdão, para você dizer:
- Desculpa-me, o erro foi meu!...
O seu amor, amanhã, pode já não ser útil;
O seu perdão amanhã, pode já não ser preciso;
A sua volta amanhã, pode já não ser esperada;
A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O seu carinho, amanhã, pode já não ser mais necessário;
O seu abraço, amanhã, pode já não encontrar outros braços...
Porque amanhã pode ser muito tarde... Muito tarde!...
Não deixe para amanhã para dizer:
- Eu amo você!
- Estou com saudades de você!
- Perdoe-me!
- Desculpe-me!
- Esta flor é para você!
- Você está tão bem!...
Não deixe para amanhã para perguntar:
- Por que você está triste?
- O que há com você?
- Ei... Venha cá, vamos conversar...
- Cadê o seu sorriso?...
- Já percebeu que eu existo?
- Por que não começamos de novos?
- Estou com você!
- Sabe que pode contar comigo?
- Cadê os seus sonhos?
- Onde está sua garra?...
Lembre-se: Amanhã pode ser tarde... Muito tarde!
Amanhã, o seu amor pode não ser preciso;
O seu carinho pode não ser mais preciso;
O seu amor pode ter encontrado outro amor;
O seu presente pode chegar muito tarde;
O seu reconhecimento pode não ser recebido com o mesmo entusiasmo!
Procure!
Vá atrás!
Insista!
Tente mais uma vez!
Só hoje é definitivo!
Amanhã pode ser tarde... Muito tarde!...

Silvana Mendes


IV - Que Deus Não Permita...

Que Deus não permita que eu perca o romantismo, mesmo eu sabendo que as rosas não falam.
Que Deus não permita que eu não perca o otimismo, mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre.
Que Deus não permita que eu não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo eles acabam indos embora.
Que Deus não permita que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir.
Que Deus não permita que eu não perca o equilíbrio, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.
Que Deus não permita que eu não perca a vontade de amar, mesmo sabendo que as pessoas que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento.
Que Deus não permita que eu não perca a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão meus olhos...
Que Deus não permita que eu perca a garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos...
Que Deus não permita que eu não perca a razão, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.
Que Deus não permita que eu não perca o sentimento de justiça, mesmo sabendo que o prejudicado pode ser eu.
Que Deus não permita que eu não perca a beleza e a alegria de ver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma...
Que Deus não permita que eu perca o amor pro minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia.
Que Deus não permita que eu perca a vontade de doar este enorme amor que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será até rejeitado. E acima de tudo... Que eu jamais me esqueça que, com fé, um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de transformar qualquer coisa!!!

V - Receita para a felicidade

Com uma flor, se faz um lindo jardim.
Com um sorriso, se faz um grande amigo.
Com uma pedra, se constrói um edifício.
Tem que ter vontade e tudo fica colorido tão simples ver felicidade em tudo isso.
Essa receita é muito difícil de aprender é só olhar para você para entender que a felicidade vem do coração.
Quem tem amor e o sabe dar com atenção.
Se for chorar, chore de emoção.
Se for gritar, grite com paixão.
Deixe a vida te embalar feito canção que vem a realização.
Dos sonhos que você quiser pintar.
Do quadro que você imaginar.
De tudo que pensar em conquistar.
Para ter felicidade é só plantar.
Márcio Vip Antonucci e Luciana Browne


VI - Deus é Silêncio...

Deus criou no silêncio.
Deus age no silêncio.
A oração vive no silêncio.
O viver do homem é no silêncio.
A criatura cresce no silêncio.
O sol, a luz, as estrelas estão em silêncio.
Um ícone fala no seu silêncio.
Toda a paisagem encanta no silêncio.
O homem encontra a si mesmo no silêncio.
Toda a beleza vive no silêncio.
A vida começa em cada instante de silêncio.
A flor, o fio de erva, a planta crescem no silêncio.
O silêncio é vivo, fecundo, eficaz.
Procura o silêncio em ti e fora de ti.
O silêncio é o jardim de Deus, o silêncio é escuta e sabedoria.

(Texto lido em placa no meio de um jardim)

VII - O Que é o Natal?

É natal quando estendemos a mão a quem precisa.
É natal quando acolhemos o pequeno e o frasco.
É natal quando doamos um sorriso a quem está triste.
É natal quando partilhamos o sofrimento dos outros.
É natal quando sabemos perdoa.
É natal quando lutamos pela paz.
É natal quando promovemos a justiça.
D. Franco Massordoti
VIII - Há Tempo...

Tudo tem a sua ocasião própria, e,
Há tempo para todo propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer;
Tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar;
Tempo de derribar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir;
Tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedra, tempo de ajuntar pedras;
Tempo de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder;
Tempo de guardar, e tempo de deixar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser;
Tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar;
Tempo de guerra, e tempo de paz.
Rei Salomão (Eclesiastes 3:1,8)

IX - A Vida

Aproveite a vida. Você só tem uma.
Jogue com as cartas que vieram à mão... E trabalhe de forma inteligente, perseverante e otimista para pegar as cartas que quer.
Não tenha medo de experimentar coisas novas.
Não se leve muito a serio (a longo prazo, todos estaremos mortos).
Mantenha as coisas simples.
Divirta-se
Se quiser deixe Deus caminhar ao seu lado.

Texto Bíblico 1 Corinto 9:24,27
X - A Formula Certa

Eis um remédio que cura e não é difícil de encontrar. Não tem contra indicação e é fácil de usar.
É como o sol que brilha e a luz de um luar.
É o perfume da rosa e uma fumaça no ar.
Na mente tu carregas pensamentos positivos e muita luz para te iluminar.
No teu corpo fé e força para o bem praticar.
No coração amor, a vitamina importante que jamais pode faltar.
Contem todos os nutrientes que a bula deve indicar.
O nome não é difícil, é fácil de pronunciar. Depois de medicado não fiques com a formula, passa-a para frente porque a outro pode curar.
Não é difícil, é fácil de divulgar. O nome deste cientista, que esta fórmula inventou, é tão forte e tão claro que tua mente gravou. É Deus, o cientista mais sábio que tantas outras formulas inventou. No silêncio toda a reflexão do teu pensamento. Na pratica todo seu pensamento em silêncio.
Maria Geralda
XI - Arriscar-se

Rir é arriscar-se é parecer doido...
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental...
Estender a mão é arriscar-se a comprometer-se...
Mostrar os seus sentimentos é arriscar-se a se expor... dar a conhecer as suas idéias, os seus sonhos, é arriscar-se a ser rejeitado...
Amar é arriscar-se a não ser retribuídos no amor...
Viver é arriscar-se a morrer...
Esperar é arriscar-se despertar...
Tentar é arriscar-se a falhar...
Mas devemos nos arriscar!
O maior perigo na vida está em não arriscar. Aquele que não arrisca nada... Não faz nada... Não tem nada... Não é nada...






XII - ROTEIRO DO BEM-VIVER

A marcha será medida pelo passo do serviço ao próximo.
Embora ninguém possa voltar atrás para fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora a fazer um novo fim.
Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.
Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.
Não exijas dos outras qualidades que ainda não possui.
Deixe algum sinal de alegria, onde passes.
Hoje auxiliamos, amanhãs seremos os necessitados de auxilio.
A desilusão de agora será benção depois.
Nenhuma atividade no bem é insignificante. As mais altas árvores são oriundas de minúsculas sementes.
Na realidade, toda doença no corpo é processo de cura para alma.
O bem que praticares em qualquer lugar é advogado em toda a parte.
A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.
A felicidade real começa em fazer a felicidade dos outros.
A critica dos outros só poderá trazer-lhe prejuízo se você consentir.
A dor é uma luz acessa no apoio da evolução.
A hora que passa é preciosa demais para que lhe percamos a grandeza.
A melhor de tudo para todos começa na melhora de cada um.
A vida é sempre o resultado de nossa própria escolha.
Acentuemos, na própria vida, a disposição de aprender e auxiliar.
Ajude conversando. Uma boa palavra auxilia sempre.
Antes as crises da vida, não te revoltes. Serve.
Façamos da caridade o pão espiritual da vida.
Cada hora da vida é recurso potencial para a criação de novos destinos.
Confia em Deus, mas não te esqueças de que Deus confia em ti.
Corrijamos a nós mesmos, antes que o mundo nos corrija.
De tudo o que semeares, efetivamente colherá.
Nada se realiza de útil e grande sem a coragem.
O amor verdadeiro auxilia sem perguntar.
O seu pior momento na vida é sempre o instante de melhorar.
Onde amor existe amor não há lugar para ressentimento.
Pela força do exemplo vencerás.
Perante Deus toda pessoa é importante.
Quem perdeu a própria fé nada mais tem a perder.
Todas as vitórias são frutos substanciosos da perseverança.
O trabalho que permanece é o que se faz por amor.

L. Pita Junior
(Baseado no livro: O Mestre Chico Xavier / Luis Eduardo Matos. Editora Universo dos Livros. São Paulo, 2010).

PANSOFIA

PANSOFIA
Sabedoria Para Todos
Lourival Pita Junior

01 – A paciência é amarga, mas seus frutos são doces.
E.Kant
02 – A paciência tem mais poder do que a força.
Plutarco

03 – Os grandes navegadores deviam sua reputação aos temporais e às tempestades.

Epicuro
04 – A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar.
Sun Tza
05 – Aquilo que eu não sei é a minha melhor parte.
Clarisse Lispector
06 – Não embelezas a tua aparência, mas sê belo no que fazes.
Teles de Mileto
07 – Sela os discursos com o silêncio e o silêncio com a oportunidade.
Sólon de Atenas
08 – Qual sabedoria você pode encontrar que seja maior que a bondade.

Jean Jaques Rosseau

09 – Transportais um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.
Confúcio

10 – As coisas nunca são tão boas quanto esperamos, nem tão ruins quanto tememos.

Anônimo
11 – No fim tudo dá certo, se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim.

Fernando Sabino
12 – Pensamos raramente no que temos, mas sempre no que nos falta.

Arthur Schopenhauer
13 – Em cada minuto de tristeza, você perde 60 segundo de alegria.
Anônimo

14 – O tesouro que está mais bem guardado é aquele que está num lugar onde todos vêem.
Anônimo
15 – O caminho no qual me perdi levou-me a outro com o qual nunca sonhei.

Anônimo

16 – Se você está seguindo no rumo errado, lembre-se de que Deus encheu a estrada de retornos.
H. Jackson Brown

17 – Se você não sabe para onde vai, todos os caminhos o levam para lugar nenhum.

Henry Kissinger
18 – Eu irei, não importa aonde, desde que seja para frente.
David Livingstone
19 – A coisa mais importante não é de onde se veio, mas aonde se vai.
Bernie Rhodes

20 – Você tem que pensar nas grandes coisas enquanto faz as pequenas, assim elas conduzirão à direção certa.
Alvin Toffler

21 – Começar é metade do trabalho, resta a outra metade. Então comece novamente, e você chegará ao fim.
Ausonius
22 – Um bom lugar para começar é de onde você está.
Arthur Bloch
23 – Onde quer que você esteja, este é o ponto de partida.
Kabir Kabir
24 – Entender tudo é perdoar tudo.
Madame de Staël
25 – Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.
Sócrates
26 – Tudo o que sei é que nada sei.
Sócrates
27 – Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne.
Albert Einstein

28 – A inteligência é o farol que os guia, mas é a vontade que nos faz caminhar.

Anônimo
29 – Talento é 1% inspiração e 99% transpiração.
Thomas Edison
30 – Um entendido sabe tudo. O sábio sabe apenas o essencial.
Anônimo

31 – Não corra atrás das borboletas, plante uma flor em seu jardim e todas as borboletas virão até ela.
Anônimo

32 – Sejamos como o sol que não visa nenhuma recompensa, nenhum elogio, não espera lucros nem fama, simplesmente brilha.
Anônimo
33 – Use sua Luz, mas diminua seu brilho.
Lao-Tsé
34 – O que vale a pena possuir, vale a pena esperar.
Anônimo
35 – Para onde quer que vá, vá de todo o coração.
Confúcio
36 – O difícil nós fazemos agora, o impossível leva um pouco mais de tempo.

David Ben-Gurion

37 – Algo só impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrario.

Albert Einstein

38 – Não existe um grande talento sem uma grande força de vontade.
Honoré de Balzac

39 – Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ser lutado.

Rui Barbosa
40 – Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez.
Jean Cocteau

41 – Sou como uma planta do deserto. Uma única gota de orvalho é suficiente para me alimentar.
Leonel Brizola

42 – Nossa maior glória não é nunca cair, mas sim levantar toda vez que caímos.

Oliver Goldsmith
43 – Uma rua sem saída é apenas um bom lugar para se dar a volta.
Naomi Judd
44 – Ninguém jamais se afogou em seu próprio suor.
Ann Landers
45 – Eu caminho devagar, mas nunca caminho para trás.
Abraham Lincoln
46 – Se você quer um arco-íris, tem que agüentar a chuva.
Dolly Parton

47 – Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.
Chico Xavier
48 – O futuro é hoje e, se não corrermos, terá sido ontem.
Oscar Lorenzo Fernandes

49 – O que você sabe é meramente um ponto de partida. Assim, mova-se.

Keorapetse Kgositsile

50 – Se você precisa de alguém para confiar, confie em você mesmo.
Bob Dylan
51 – Gratidão é a memória do coração.
Antístenes

52 – Quem recebe um favor nunca deve esquecer; quem faz nunca deve lembrar.

Pierre Charron

53 – Ao dar não imite a galinha que põe um ovo e não pára mais de cacarejar.

Henry Ward Beecher

54 – Sei que meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor.

Madre Teresa de Calcutá


55 – Ajudar os outros é o aluguel que você paga pelo seu quarto aqui na Terra.

Shirley Chisholm

56 – Cada um de nós é um anjo de apenas uma asa, mas podemos voar se abraçarmos alguém.
Luciano de Crescenzo
57 – Precisamos de muito pouca coisa. Só uns dos outros.
Carlito Maia

58 – A porta entre nós e o céu não poderá se abrir enquanto estiver fechada a que fica entre nós e o próximo.
Jean Baptiste Massillon

59 – Se a chama que está dentro de ti se apagar, as almas que estão ao teu lado morrerão de frio.
François Mauriac
60 – Esse é o milagre: quanto mais compartilhamos, mais nós temos.

Leonard Nimoy
61 – Faça o que puder, como o que tem, onde estiver.
Theodore Roosevelt
62 – Não há prazer em possuir algo e não o partilhar.
Erasmos de Rotterdam

63 – Não temos em nossas mãos as soluções para todos os problemas do mundo; mas diante de todos problemas do mundo temos nossas mãos.
Friedrich von Schiller
64 – O premio de uma boa ação é tê-la praticado.
Sêneca

65 – Sempre que você fizer algo, mesmo que ninguém venha a saber, faça como se o mundo estivesse olhando para você.
Thomas Jefferson
66 – Quem decide pode errar; quem não decide já errou.
Herbert Karajan

67 – Quando você está em uma corda bamba, a ação mais perigosa é parar.

Henry Kissinger

68 – Os primeiros passos são inúteis quando não se percorre o caminho até o fim.

Shankara
69 – Quem não sabe o que procura não sabe quando encontra.
Claude Bernard
70 – Você sempre errará 100% dos tiros que você não dá.
Wayne Gretzky
71 – Peque por ação, não por omissão.
Comandante Rolim


72 – Ninguém pode convencer o outro a mudar. Cada um de nós guarda um portão que somente pode ser aberto de dentro.
Marilyn Ferguson
73 – Não é triste mudar de idéia; triste é não ter idéias para mudar.
Barão de Itararé
74 – A ingratidão é um direito do qual não se deve fazer uso.
Machado de Assis

75 – Tudo já foi dito uma vez, mas como ninguém escuta é preciso dizer de novo.

André Gide
76 – Cala-te ou diga coisas que valham mais que o silêncio.
Pitágoras
77 – Para saber falar é necessário saber calar-se.
Pittacus

78 – Ao envelhecer, parei de escutar o que as pessoas dizem. Agora só presto atenção no que elas fazem.
Andrew Carnegie
79 – O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.
Barão de Itararé

80 – Um sábio fala porque tem alguma coisa a dizer; o tolo, porque tem que dizer alguma coisa.
Platão

81 – A natureza deu-nos dois ouvidos e apenas uma língua, a fim de que possamos ouvir mais e falar menos.
Zenão de Eléia
82 – Tudo que pode ser dito, pode se dito com clareza.
Ludwing Wittgenstein

83 – Uma das vantagens de falar comigo mesmo é que pelo menos você sabe que tem alguém escutando.
Franklin P. Jones
84 – Hoje em dia não se sabe falar porque não se sabe escutar.
Jules Renard
85 – O ouvindo é o caminho do coração.
Voltaire

86 – Mostre-me alguém que nunca faz fofocas e eu lhe mostrarei alguém que não se interessa por pessoas.
Bárbara Walters
87 – Em boca fechada não entra mosca.
Miguel de Cervantes
88 – Quando doar alguma coisa, dê o que de melhor há em você.
Gandhi

89 – A consciência é muito bem-educada. Deixa logo de falar com aqueles que não querem escutar o que ela tem a dizer.
Samuel Butler (1612-1680)


90 - A sabedoria já existe em estado latente dentro de nossa consciência.
Buda
91 – Vencer a si próprio é a maior das vitórias.
Platão
92 – Se você não controla sua mente, alguém o fará.
Anônimo
93 – A mágica está dentro de você. Não há nenhuma bola de cristal.

Dolly Parton

94 – Praticar o bem, abster-se do mal e purificar seus pensamentos, são os mandamentos de todo iluminado.
Buda

95 – Aquele que não projeta, não tem iniciativa, não busca por coisas diferentes, não está amando. Está morto, só esqueceu de se deitar.

Prof. Fabio Cardoso Maimone

96 – A liberdade não é presenteada, é preciso conquistá-la.

Antonio Trajano Meneses Arruda - Professor

97 – A história da humanidade é contada a partir dos vencedores. Aos derrotados, resta a impossibilidade de registrar sua versão.

Irineu Ramos – jornalista

98 – Sem dialogo não há encontro, sem encontro, sem empenho de realizá-lo, ele não se concretiza; Logo, o encontro é fruto de uma decisão e do empenho pessoal de levá-la adiante.
Mauricio de Carvalho – professor

99 – “Só uma pessoa alegre, gosta de desafios”. O sofrimento é causado pela falta de ética, pela falta de respeito à vida, ao corpo, à natureza, às pessoas.

Viviane Mosé – Filosófica

100 – Perder é tão importante quando ganhar. A perda nos deveria estimular a continuar jogando. Fracasso é não tentar, não se lançar, não viver.

Viviane Mosé – Filosófica



FIM

Reflita!

Reflita!



Lourival Pita Junior
Organizador




















1 - Uma Receita Para Se Manter Sempre Jovem

Jogue fora todos os números não-essenciais a sua sobrevivência.
Isso inclui idade, peso e altura. Deixe o médico se preocupar com eles. Ele é pago para isso.
Visite, de preferência, amigos alegres. Os mal-humorados puxam você para baixo.
Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado. Nossos avós já diziam que mente desocupada é oficina de Satanás.
Curta coisa simples.
Ria sempre, muito e alto.
Ria até perder o fôlego.
Lagrimas acontecem.
Agüente, sofra e siga em frente.
A única pessoa que acompanha você a vida toda é você mesmo.
Esteja vivo, enquanto viver.
Esteja sempre rodeado daquilo de que gosta: família, animais, lembranças, músicas, plantas, um hobby, o que for.
Seu lar é o seu refúgio.
Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se estiver instável, melhore-a. Se estiver abaixo desse nível, peça ajuda.
Não faça viagens de remorsos.
Vá ao shopping, à cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas não faça viagens ao passado.
Diga a quem você ama que realmente o ama, em todas as oportunidades.
A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que perdeu o fôlego... de tanto rir... de surpresa...de êxtase...de felicidade...

(Esta receita é de dona Cacilda, ela tem 92 anos. Extraída da revista REDE AGÊNCIAS: Ano V – Nº. 226. Outubro /Novembro de 2004).

2 - A Mais Bela Flor

O estacionamento estava deserto quando me sentei para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho. Desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando me afundar. E se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante chegou, cansando de brincar. Ele parou na minha frente, cabeça pendente, e disse cheio de alegria:
- Veja o que encontrei!
Na sua mão uma flor. Que visão lamentável! Pétalas caídas, pouca água ou luz. Querendo me ver livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e me virei. Mas, ao invés de recuar, ele se sentou ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:
- O cheio é ótimo e é bonita também... Por isso a peguei e trouxe para o senhor. Toma-a é sua.
A flor à minha frente esta morta ou morrendo, nada de cores vibrante como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegá-la ou ele jamais sairia de lá. Então me entendi para pegá-la e respondi:
- O que eu precisava.
Mas, ao invés de colocá-lo na minha mão, ele a segurou no ar sem qualquer razão. Nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, que não podia vez o que tinha nas mãos. Ouvi minha voz sumir, lágrimas despontaram nos meus olhos enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim e que eu tinha visto em toda a minha vida.
O garoto cego agradeceu sorrindo:
- De nada.
E então voltou a brincar, sem perceber o impacto que causou ao meu dia. Sentei-me e me pus a pensar como ele conseguiu enxergar um homem auto-piedoso sob um velho carvalho. Como ele sabia do meu sofrimento auto-indulgente? Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão. Através dos olhos de um garoto cego, finalmente entendi que o problema não era o mundo e sim EU. E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e aprecie cada segundo que é só meu. E então levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela rosa e sorri enquanto via aquele garoto, com outra flor em suas mãos, prestes a mudar a vida de um insuspeito senhor de idade.

3 - O Anjo da Guarda em Ação

Certa lenda conta que estavam duas crianças patinando em cima de um lago congelado. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam sem preocupações. De repente, o gelo se quebrou e uma das crianças caiu na água. A outra criança vendo que seu amiguinho se afogava debaixo do gelo, pegou uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças, conseguindo quebrá-lo e salvar seu amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
- Como você fez isso? É impossível que você tenha quebrando o gelo com esta pedra e suas mãos tão pequenas!
Neste instante apareceu um ancião e disse:
- Eu sei como ele conseguiu.
Todos perguntaram:
- Como!
O ancião respondeu:
- Não havia ninguém do seu redor para lhe dizer que não poderia fazer!

Lourival Pita Junior
(Baseado do livro: A Vida por Linhas Certas/ Legrand – Belo Horizonte: Soler Editora, 2004). Modificada
4 - A Volta do Filho

Um homem rico chamado Ângelo era muito amado e respeitado por todos em sua cidade. Apesar disso, teve uma grande decepção em sua vida, pois o seu filho mais jovem chamado André, era convulsivamente inquieto e intranqüilo. Só pensava em se divertir e folgar em outras cidades. Com uma grande explosão de uma energia não domada, muito cedo fugiu de casa por pensar que seu pai não o amava e vagou por muitos anos sem destino por cidades e países.
Durante o tempo em que André esteve longe, seu pai vivia uma grande angustia em seu coração, pois não tinha noticia alguma do seu filho amado. Ocorreu que, anos mais tarde, seu filho retornou à cidade onde seu pai fixara residência. O filho tornara-se pobre e sem recurso, com pouca lembrança do passado e vagando em busca de comida e abrigo. Certo dia, andando pelas ruas, sem destino, parou em frente a uma enorme casa e notou certo homem que lhe chamou a atenção, mas não o reconheceu como sendo o seu pai. André imaginou que poderia conseguir trabalho na casa daquele homem que tinha muitas posses. Porém, sentindo-se intimidado e inoportuno, evitou aproximar-se dele e foi se afastando. O homem rico havia visto André e o reconhecido como seu desaparecido filho. Com os olhos cheios de lagrimas, mandou que um dos seus empregados corresse atrás dele e o trouxesse de volta. Mas quando o serviçal o alcançou, o pobre homem assustou-se, temendo que ele tivesse vindo para feri-lo, e correu desconfiado. Por ter visto o filho e o miserável estado de vida em que se encontrava, seu Ângelo se conteve para não chorar e ordenou que um outro funcionário se vestisse com farrapos, assumindo uma aparência humilde, mandou então que este servo, assim vestido, procurasse novamente seu pobre filho e oferecesse trabalho domestico em troca de um pequeno pagamento.
O filho alegremente aceitou o trabalho e sinceramente esforçou-se para realizar suas humildes tarefas. Aos poucos, ele começou a se acostumar com as pessoas da casa, que lhe demonstravam muito carinho e iam lhe dando mais e mais responsabilidade em seu trabalho.
Após vinte anos de convivência naquela casa, ele se tomou confiável suficientemente para administrar os negócios de seu patrão. Assim, com a proximidade, o filho começou a admirar o rico homem, ainda não percebendo, porem, que ele era seu pai.
Aconteceu que, certo dia, seu Ângelo resolveu dar uma grande festa e reuniu toda a família e seus empregados. Na ocasião, sem que ninguém esperasse, apresentou André com seu filho que há muitos anos havia deixado à casa paterna. Ouvido essas palavras de seu pai, o filho desnorteou-se, entendendo que ele tinha sido amado a vida inteira e que grande tinha sido seu erro. Percebia ainda que seu pai estivesse dando um exemplo de um profundo amor. Desta forma, ele entendia que sempre tivera uma grande fortuna: O amor do seu próprio pai.

5 - Deixe a Raiva Secar

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia, sua melhor amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Mariana não podia, porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Júlia, então, pediu para amiguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando muito Mariana desabafou:
- Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei-lhe o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda o deixou jogado no chão.
Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria ir ao apartamento de Júlia, pedir-lhe explicações. Mas a mãe, com muito carinho, ponderou:
- Filhinha, lembre-se daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar a casa você queria lavar imediatamente àquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você se lembra do que a vovó disse?
- Ela disse que era para eu deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar.
- Pois é, minha filha! Com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Mariana, não entendeu muito bem, mas resolveu assistir TV na sala. Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo, e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe, ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi culpa minha. Você me perdoar!
Disse Mariana:
- Não tem problema, minha raiva já secou. E, tomando a sua amiguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar a historia do vestido novo que havia sujado de barro.

6 - Um Lugar Para Ser Feliz

Paulo olhou para sua mesa cheia de papeis que ele ainda precisava ler antes do fim do dia, enquanto o relógio marcava 12 horas. Pensou, por um momento, em ligar para casa e avisar que não iria almoçar. Pediria pelo telefone um sanduíche, qualquer coisa e comeria ali mesmo no escritório. Assim conseguiria adiantar suas decisões.
Sem querer, olhou para o porta-retrato colocado em sua mesa. Na foto toda a família ao redor dele. Parou para olhar mais uma vez a expressão de cada rosto. Ele sempre fazia isso e sempre descobria um detalhe novo no olhar, na boca, no jeito de sorrir de cada um. Num instante, pela foto ele trazia para perto de si a esposa que ele amava desde o tempo de faculdade, quando se conheceram.
O filho mais velho, Paulo Júnior, agora com vinte anos, tinha o olhar decidido e firme, porém cheio de ternura. Pensando nele não pôde conter um sorriso de satisfação: um bom filho, obediente, estudante de medicina. Ao mesmo tempo era um brincalhão inveterado, fazendo da casa uma festa com canções que ele inventava de improviso e que retratavam todo o seu espírito alegre e feliz.
E Maria Júlia... Que linda nos seus quinze anos! Meiga, carinhosa e aplicada nos estudos, era o retrato da harmonia. Quando aprendeu a tocar violão, afinou-se com MPB, especialmente em músicas antigas que cantava segundo ela para “os velhos”. Música, riso e alegria estavam sempre presentes na varanda da casa, onde a família se reunia após as refeições.
Paulo, enquanto pensava em tudo isso, nem notou que acabara de arrumar sua pasta, prendera sob um peso de papeis pendentes e até a chave do carro já estava em sua mão. Ele sabia que estar com a família era a razão de sua saúde e do seu bem-estar. Seu medico, nas últimas consultas, o elogiara por manter em ótimos níveis o colesterol, a pressão e o peso, coisa rara para um empresário de sua idade, à frente de uma grande empresa e com as turbulências da economia mundial. Sua casa e sua família representavam para ele a razão maior de sua existência.
Num segundo estava na Avenida Santos Dumont, rumo às Dunas, onde morava numa linda casa. Ao entrar no jardim, já podia ouvir a voz de Mariana e os sons de seu violão. Notou as cores vivas das rosas do imenso jardim e os pássaros que voavam felizes. Sua esposa sorriu ao vê-lo. Almoçaram juntos e felizes, rindo das piadas do Paulo Júnior e depois foram para a varanda, onde ficavam deitadas em redes, enquanto conversavam e ouviam as músicas de Mariana. Paulo contemplava a família com orgulho e agradecia a Deus pela grande conquista. Sentia-se renovado para enfrentar o trabalho que o esperava. À noite a família estaria novamente unida e feliz e assim, sucessivamente, o lar era realmente o ninho, o abrigo, o lugar de ser feliz.

7 - Duas Jóias Devolvidas

Narra antiga lenda árabe que um rabi religioso e dedicado vivia feliz com sua família, uma esposa admirável e dois filhos queridos.
Certa vez, por imperativos da religião, o rabi empreendeu uma longa viagem, ausentando-se do lar por vários dias. No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados. A mãezinha sentiu o coração dilacerado de dor. No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura. Todavia, uma preocupação lhe vinha à mente:
- “Como dar ao esposo a triste noticia”?
Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção. Lembrou-se de fazer uma prece. Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão.
Alguns dias depois, num final de tarde, o rabi retornou ao lar. Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos... Ela pediu-lhe que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, pois logo depois ela lhe falaria dos filhos. Alguns minutos depois, estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos. A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido:
- Deixe os nossos filhos! Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave.
O marido, já um pouco preocupado, perguntou:
- O que aconteceu? Notei você abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.
- Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável para que as guardássemos. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo!
- O problema é esse! Ele vem buscá-lo e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você me diz?
- Ora mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades! Por que isso agora?
- É que nunca tinham visto jóias assim! São maravilhosas!
- Podem até ser, mas não lhe pertencem! Terá que devolvê-las.
- Mas eu não consigo aceitar a idéia de perdê-los!
E o rabi respondeu com firmeza:
- Ninguém perde o que não possui. Retê-las seria roubo!
- Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Faremos isso junto, hoje mesmo.
- Pois bem, meu querido marido, seja feito a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade, isso já foi feito. As jóias preciosas eram nossos filhos. Deus os confiou à nossa guarda e, durante a sua viagem, veio buscá-los. Eles se foram.
O rabi compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa e juntos, derramaram grossas lágrimas. Sem revolta nem desespero.

8 - Frio Que Vem de Dentro

Seis homens ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve e teriam de esperar até o amanhecer pelo socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenhas e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo se apagasse, eles sabiam, todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou à hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de sobreviverem.
O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco homens e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então ele raciocinou consigo mesmo:
- “Aquele negro! Jamais darei a minha lenha para aquecer um negro”.
E guardou-as, protegendo-as dos olhares dos demais.
O segundo homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu no circulo em torno do fogo bruxuleante um homem da montanha que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas do valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou consigo mesmo:
- “Eu, dar a minha lenha para aquece um preguiçoso”?
O terceiro homem era o negro. Seus olhos faiscaram de ira e ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento ensina. Seu pensamento era muito pratico:
- “É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minhas lenhas para salvar aqueles que me oprimem. E guardou suas lenhas com cuidado”.
O quatro homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Ele pensou:
- “Esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha”.
O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhava fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com suas próprias visões ou alucinações para pensar em ser útil.
O sexto homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido:
- “Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos meus gravetos”.
Com este pensamento, os seis homens permaneceram imóveis. A ultima brasa da fogueira cobriu-se de cinzas e finalmente se apagou.
Ao alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à caverna, encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse:
- O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro.

9 - Um Dia Que se Perde

Atravessando o deserto, um viajante viu um árabe montado ao pé de uma palmeira. A pouca distância repousavam os seus cavalos, pesadamente carregados com valiosos objetos. Aproximou-se dele, e disse-lhe:
- Parece muito preocupado. Posso ajudá-lo em alguma coisa?
- Ah!
Respondeu o árabe com tristeza:
- Estou muito aflito porque acabo de perder a mais preciosa de todas as jóias.
- Que jóia era essa?
Perguntou o viajante.
- Era uma jóia como jamais haverá outra.
Respondeu o seu interlocutor.
- Esta jóia estava talhada num pedaço de pedra da vida e tinha sido feito na oficina do tempo. Adornavam-na vinte e quatro brilhantes, em volta dos quais se agrupavam sessenta menores. Já verá que tenho razão em dizer que jóia igual jamais poderá reproduzir-se.
- Por minha fé, a sua jóia devia ser preciosa. Mas não será possível que, com muito dinheiro, se possa fazer outra igual?
Disse o viajante. Voltando a ficar pensativo, o árabe respondeu:
- A jóia perdida era um dia, e um dia que se perde jamais se torna a encontrar.

10 - Eu Só Queria Encontrar Deus

O homem chegou exausto ao mosteiro, diz:
- Venho procurando Deus há muito tempo. Talvez o senhor me ensine a maneira correta de encontrá-lo.
O padre, logo o pegando pelas mãos e levando-o até a capela:
- Entre e veja nosso convento. Aqui estão as mais belas obras de arte do século XVI, que retratam a vida do Senhor, e a sua glória junto aos homens.
O homem aguardou, enquanto o padre explicava cada uma das belas pinturas e esculturas que adornavam a capela. No final, repetiu a pergunta:
- Muito bonito tudo o que vi. Mas eu gostaria de aprender a maneira mais correta de encontrar Deus.
- Deus!
Respondeu o padre.
- Você disse muito bem: Deus.
E levou o homem até o refeitório, onde estava sendo preparado o jantar dos monges.
- Olhe à sua volta: daqui a pouco será servido o jantar, e você está convidado para comer conosco. Poderá ouvir a leitura das escrituras enquanto sacia sua fome.
- Não tenho fome, e já li todas as escrituras.
Insistiu o homem:
- Quero aprender. Vim até aqui para encontrar Deus.
O padre de novo pegou o estranho pelas mãos, e começaram a caminhar pelo claustro, que circundava um belo jardim.
- Peço aos meus monges para manterem a grama sempre cortada e que tirem as folhas secas da água da forte que você vê ali no meio. Penso que este é o mosteiro mais limpo de toda a região.
O estranho caminhou um pouco com o padre, depois pediu licença, para ir embora.
O padre perguntou para o visitante:
- Você não vai ficar para o jantar?
Enquanto montava no seu cavalo o estranho visitante comentou:
- Parabéns por sua bela Igreja, pelo refeitório acolhedor, pelo pátrio impecavelmente limpo. Entretanto, eu viajei muitas léguas apenas para aprender a encontrar Deus, e não para deslumbrar-me com eficiência, conforto e disciplina.
Um trovão caiu do céu, o cavalo relinchou forte, e a terra foi sacudida. De repente, o estranho tirou seu disfarce, e o padre viu que estava diante de Jesus Cristo. Ele diz:
- Deus está onde o deixam entrar. Mas vocês fecharam a porta deste mosteiro para Ele, usando regras, orgulho, riqueza, ostentação. Na próxima vez que um estranho se aproximar pedindo para encontrar Deus, não mostre o que vocês conseguiram em nome de Deus: escute a pergunta, e tente responde-la com amor, caridade e simplicidade.
Dizendo isso, Jesus Cristo desapareceu.

(Coleção Contos do Alquimista, Paulo Coelho: Bosque de Cedros. Ed. Caras S.A. São Paulo, 1999)

11 - Fazer a Diferença

Um famoso escritor se refugiou numa ilha de pescadores na intenção de escrever um livro. Todas as manhãs, ele caminhava pela praia para relaxar e buscar inspiração e ao entardecer começava a escrever.
Numa certa manhã, algo lhe chamou a atenção. Um vulto ao longe parecia bailar e, curioso, ele se aproximou para ver de perto. Chegando bem perto, ele viu um menino devolvendo as estrelas-do-mar de volta para a água.
Esta cena se repetiu por vários dias, até que um dia, intrigado, ele se aproximou da criança e lhe perguntou:
- Garoto, porque todos os dias você devolvi para a água as estrelas-do-mar?
O menino lhe respondeu:
- Estou salvando as estrelas-do-mar, devolvendo-as ao oceano, pois o sol do meio-dia as destruiria.
O escritor riu, com um ar de descaso, e disse-lhe:
- Menino, veja só esta praia! Que diferença isso pode fazer? Nela há milhares de estrelas-do-mar, e agora, no mundo todo, há milhares de milhares que você não conseguirá salva.
A criança olhando para a estrela que ainda estava em sua mão, respondeu:
- Moço, para esta aqui eu fiz a diferença.
Com esta resposta, o escritor voltou para sua casa, e não conseguiu mais escrever nesse dia. Tão pouco conseguiu dormir quando a noite chegou.
Logo pela manhã ele voltou à praia e junto com a criança devolveu várias estrelas-do-mar para a água...
E você, quer fazer a diferença?
Tudo o que faz com carinho, produz frutos abundantes, porque Deus olha mais para a intenção do que para a ação.

12 - A Fé Confiante

Um grande incêndio destruiu um edifício em Teresina (Pi). Varias viaturas dos bombeiros foram ao local e tiveram muitos trabalho para desocupar todo o edifício. Quando acreditavam já não ter mais ninguém dentro do prédio, escutaram um pedido de socorro. Era uma menina de cinco anos que estava na janela do nono andar, desesperada com o fogo e a fumaça. O chefe dos bombeiros, com o megafone, dizia para a menina:
- Pule minha filha, que vou te segurar.
Mas a menina não obedecia ao comando. Por mais que insistisse no pedido, a menina não pulava. Os bombeiros não podiam mais passar do sétimo andar devido às chamas do incêndio que se propagavam rapidamente. As pessoas se aglomeravam próximo ao edifício, gritando, no esforço de fazer a menina pular.
Nesta hora, chega uma mulher com um bebezinho no colo e grita:
- Aninha é a mamãe, não tenha medo de pular, eu vou segurar você com toda força do mundo.
Na mesma minuto a menina, sem pensar duas vezes, pula de o nono andar e é salva pelos bombeiros.
Quando confiamos e de fato nos lançamos em Deus, fogo, tempestade, dificuldades nenhuma pode nos destruir.

13 - O Homem Culto e o Pescador

Um professor, muito culto e preparando, com vários doutorado, resolveu certo dia, passear. Alugou um pequeno barco para conhecer a paisagem em volta da cidade. Durante o caminho estabeleceu uma orgulhosa conversa com o pescador:
- O senhor sabe ler e escrever?
Respondeu com simplicidade:
- Não senhor, eu não sei ler.
Com ar de superioridade, o professor disse:
- O senhor perdeu metade de sua vida por não saber ler e escrever.
Cabisbaixo, um pouco humilhado, o pescador continuou o percurso. Mas o professor não parava de perguntar:
- O senhor entende de negócio, política?
E o pobre pescador respondia:
- Não senhor, só entendo de peixe.
Ironicamente o professor diz:
- O senhor perdeu mais uma parte de sua vida.
Nesse momento, no meio do rio, uma pedra atinge o barco e o pescador perguntou:
- O senhor sabe nadar?
- Não!
Respondeu o professor.
- Pois então o senhor perdeu a vida toda, o barco está afundando.
Quantas vezes nos preocupamos em fazer cursos, ter conhecimento e esquecemos do essencial. De viver cada momento como se fosse o ultimo.

14 - O Pedro e Seu Machado

Um lenhador chamado Pedro ficou desempregado. Depois de tanto tempo cortado arvores, entrou no corte! Saiu, então, à procura de nova oportunidade. Seu tipo físico franzino, porem, não ajudava, e o machado era desproporcional ao seu tamanho. Quem o conhecia, no entanto, sabia que ele era um ótimo profissional.
Depois de muito andar, Pedro chegou a uma área que ia ser desmatada e apresentou-se como lenhador experiente. Ao observar seu tipo miúdo, o capataz foi logo dizendo que não precisava de catadores de gravetos. Pedro, necessitando do emprego, insistiu que lhe desse uma chance. Com relutância, o capataz concordou. Sob os olhares dos lenhadores, Pedro se postou frente a uma árvore de grande porte e, com alguns golpes certeiros, conseguiu derrubá-la. Todos ficaram surpresos, e Pedro foi admitido na madeireira.
O próprio capataz começou a reconhecer o seu trabalho. O tempo foi passando e, aos poucos, Pedro reduzia as quantidades de arvores derrubadas. Um dia, nivelou-se aos demais até ficar entre os que menos produziam. Preocupado, o capataz perguntou o que estava acontecendo:
- Não sei! Nunca me esforcei tanto, e minha produção está caindo.
Respondeu Pedro.
O capataz, então, pediu para ver o machado, constatou que estava sem fio, e perguntou:
- Por que, você não amolou o machado?
Surpreso, Pedro disse:
- Estou trabalhando muito e não tenho tempo de afiar o machado.
O encarregado recomendou que o amolasse de imediato. Bastou isso, para que o lenhador voltasse à forma antiga.
Muitas vezes, preocupados em executar nosso trabalho, deixamos de “amolar nosso machado”, de atualizar nossos conhecimentos. Sem saber por que, vamos perdendo posições ou nos deixamos superar pelos outros.

15 - Um Sentido Para a Vida

Conta-se que, num país longínquo, há muitos séculos, um rei estava intrigado com algumas indagações. Desejando obter respostas para elas, resolveu fazer um concurso do quais todas as pessoas do reino poderiam participar. O prêmio seria uma enorme quantia em ouro e pedras preciosas, além de títulos de nobreza. Então o rei disse:
- Ganhará entre prêmio quem conseguir responder às seguintes questões: Qual é o lugar mais importante do mundo? Qual é a tarefa mais importante do mundo? Quem é o homem mais importante do mundo?
Sábios e ignorantes, ricos e pobres, crianças, jovens e adultos se apresentaram, mas, para desconsolo do rei, nenhum deles conseguiu dar uma resposta que o satisfizesse.
Em todo o reino, somente um homem apareceu dizendo ser capaz de responder as três perguntas. Este homem era tido como sábio, mas não possuía fortunas nem títulos de nobreza.
O rei, então, convocou o homem a sua presença, e ele, prontamente, lhe deu as respostas.
- A primeira pergunta que a majestade fez foi: O lugar, mas importante do mundo é aquele onde você está. O lugar onde vive cresce e trabalha é mais importante do mundo. É ali que você deve ser útil, prestativo e amigo.
- A segunda pergunta qual a tarefa mais importante do mundo não é aquela que desejaria executar, mas a que você deve cumprir. Por isso, pode ser que o seu trabalho não seja o mais agradável e bem remunerado do mundo, mas é o que lhe permite o próprio sustendo e o de sua família. É o que lhe dá condições de desenvolver as potencialidades que existem dentro de você. É aquele que lhe possibilita exercitar a paciência, a compreensão, a fraternidade. A mínima tarefa é importante. Se você falhar ou se omitir, ninguém a executará em seu lugar, da forma que você a faria.
- A terceira e ultima pergunta foi, qual é o homem mais importante do mundo é aquele que precisa de você, porque é quem lhe possibilita a mais bela das virtudes: a caridade. Ela é uma escada de luz. É a mais alta conquista que o homem pode desejar.
Ouvido aquelas palavras tão ponderadas e bem fundamentadas, o rei aplaudiu agradecido. Finalmente, para sua própria felicidade, descobrira um sentido para a vida.



16 - Você é o Que Deseja Ser

Pedro é um importante empresário. Mora em um apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade. Ao sair pela manha, dar um beijo em sua amada esposa faz uma pequena oração matinal de agradecimento a Deus e deixa os filhos no colégio.
Dirigiu-se a uma das suas empresas e cumprimentou os funcionários com um sorriso. Ele tinha inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar e reuniões com vários departamentos. Por isso, a primeira coisa que falou para sua secretaria, foi:
- Calma, vamos fazer uma coisa de cada vez, sem stress.
Pedro, ao chegar à hora do almoço era uma coisa sagrada. Não abria mão de almoçar e curtir a família.
À tarde, depois do almoço retorna para a empresa, e sabe que o faturamento do mês superara os objetivos e mandou anunciar a todos os empregados uma gratificação salarial, no mês seguinte. Conseguiu resolver tudo, apesar de agenda cheia. Como era sexta-feira, Pedro foi ao supermercado, voltou para casa e saiu com a família para jantar. Depois, foi dar uma palestra sobre motivação para estudantes.
Enquanto isso, Mário em um bairro pobre de uma outra capital foi ao bar jogar e beber. Estava desempregado e naquele dia recusava uma vaga como auxiliar de mecânico, por não gostar do tipo de trabalho. Mário não tinha filhos, nem esposa. A terceira companheira partira, cansada de ser espancada. Ele morava de favor, num quarto sujo de um porão. Naquele dia, bebeu, criou confusão e foi expulso do bar. O mecânico que lhe havia oferecido à vaga em sua oficina levou-o para casa e depois de passado o efeito da bebedeira, lhe perguntou:
- Mário, por que é que você assim?
- Sou um desgraçado. Meu pai era assim, bebia e batia na minha mãe. Eu tinha um irmão gêmeo que, como eu, sairmos de casa depois que nossa mãe falecer. Ele se chamava Pedro e nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.
Na outra capital, Pedro terminou a palestra e foi entrevistado por um dos alunos:
- Por favor, diga-nos, o que fez com que o senhor se tomasse um empresário e um grande ser humano?
Emocionado, com lágrimas nos olhos respondeu:
- Devo tudo a minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo, que bebia e batia na minha mãe e não parava em emprego algum. Quando minha mãe morreu, sai de casa, decidido a não ter aquela vida. Tenho um irmão gêmeo, chamado Mário, que também saiu de casa no mesmo dia e nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.
Não lamente o seu passado. Construa você mesmo o seu presente e o seu futuro. Esta é uma decisão somente sua. Você decide o seu dia de amanha, se ele vai ser alegre ou triste.

17 - O Furo no Barco

Um homem foi chamado à praia para pintar um barco. Trouxe com ele tintas e pinceis, e começou a cobri-lo de um vermelho brilhantes, conforme fora acertado. Enquanto trabalhava, observou que a tinta estava escorrendo pelo fundo. Percebeu, então, que havia um vazamento e decidiu consertá-lo. Ao terminar a tarefa, recebeu seu dinheiro e se foi.
No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um cheque de elevado valor. O homem, surpreso, argumentou:
- O senhor já me pagou pelo serviço!
- Mas isto não é pela pintura. É por ter consertado o vazamento.
- Ah! Mas foi um serviço tão pequeno... Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!
- Meu caro, acho que você ainda não entendeu. Quando pedi que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento. Assim que a pintura secou, meus filhos saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e percebi que haviam usado o barco, fiquei desesperado, pois me lembrei de que havia um furo na embarcação. Imagine meu alivio e minha alegria, quando os vi retornando são e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado! Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não há dinheiro do mundo que pague seu gesto.
Na vida profissional, devemos agir de modo semelhante ao do pintor. Mas o que importa de verdade é fazer tudo o que está ao nosso alcance para melhorar um ambiente ou uma situação.

18 - A Coisa Mais Bela do Mundo

Um célebre pintor, que tinha realizado trabalho de grande beleza, convenceu-se, certo dia, de que ainda faltava pintar uma obra-prima. Ao procurar o motivo para realizar seu sonho, caminhou por uma poeirenta estrada e lá encontrou um sacerdote idoso que lhe perguntou para onde se dirigia. O pintor respondeu:
- Não sei! Quero pintar a coisa mais bela do mundo. Talvez o senhor possa me orientar.
Disse o sacerdote:
- É muito simples, em qualquer Igreja ou crença, você achará o que procura. A Fé é a coisa mais bela do mundo.
O pintor prosseguiu viagem. Mais tarde, passou por outra estrada e perguntou a uma jovem qual era a coisa mais bela do mundo. A moça respondeu:
- O Amor! Porque o amor torna todas as coisas bonitas, suaviza as lagrimas, torna ricos os pobres, faz muito do pouco. Sem amor não há beleza.
O pintou continuou com sua jornada. Encontrou um soldado exausto. A ele fez a mesma pergunta. O soldado respondeu:
- A Paz é a coisa mais bela do mundo. A guerra é a mais feia. Quando encontrar a Paz, pode ter certeza de que encontrou a coisa mais bela.
- Fé, Amor, Paz... Como poderei pintá-las?
Pensou tristemente o artista e, bastante desanimado, tomou o rumo de casa. Quando viu a própria família, descobriu a coisa mais bela do mundo: “Nos Filhos estava a Fé; o Amor brilhava no sorriso da minha Esposa; e na minha Família havia a Paz de que lhe falara o soldado”.
Desta maneira, o pintor fez o quadro com a coisa mais bela do mundo. E deu-lhe o seguinte nome: MINHA FAMÍLIA.
A nossa família é a coisa mais bela do mundo.

19 - A Vida é uma Longa Viagem de Trem

Isso mesmo, a vida não passa de uma longa viagem de trem, é só observar.
Preste atenção!
Veja que a vida é cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.
Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos que estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais.
Infelizmente isso não é verdade, em alguma estação nossos pais descerão e nos deixarão órfãos: de seu carinho, amizade, amor e a companhia insubstituíveis...
Mas isso não impede que durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser supre especiais para nós, embarquem nele também. Como nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.
Muitas pessoas viagem neste trem da vida apenas a passeio. Outros encontrarão nessa viagem somente tristezas.
Ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.
Muitos descem e deixam saudades eternas.
Outros tantos passam pelo trem da vida de uma forma que, quando desocupam o assento, ninguém se quer percebe.
Alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes dos nossos: portanto, somos obrigados a fazer trajetos separados deles, o que não impede é claro, que durante o trajeto, atravessemos com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até ele... só que infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já existirá alguém ocupando aquele lugar.
Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas... Porém, jamais retornará.
Façamos essa viagem então da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem, com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender porque nós também fraquejaremos às vezes e, com certeza haverá alguém que nos entenderá.
O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está ao nosso lado.
Eu fico pensando se quando descer do trem sentirei saudades... Acredito que sim.
Separar-me de alguns amigos que fiz nele será no mínimo dolorido.
Deixar meus filhos continuarem a viajar sozinhos com certeza será muito triste, mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a satisfação de vê-los chegar com a bagagem que não tinham quando chegaram... e o que vai me deixar feliz, será pensar que colaborei para que eles tenham crescidos e se tornado valiosos.
Amigos façam com que nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido a pena e que, quando chegar à hora de desembarcamos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles prosseguirão a viagem.
É o que espero que vocês sintam com relação a mim quando meu lugar ficar vazio.
Lembre-se sempre disso: AMO ESTAR COM VOCÊS.

20 - Gratidão

Um dia, um rapaz pobre, que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só restava uma simples moeda de dez centavos, e ele tinha fome. Decidiu que pediria comida na casa mais próxima. Porem, seus nervos o traíram quando uma jovem e encantadora mulher lhe abriu a porta. Em vez de comida, pediu um copo de água.
Ela notou que o jovem parecia faminto e, então, lhe deu um prato de comida. Ele comeu devagar e depois perguntou:
- Quanto te devo?
Ela respondeu:
- Você não me deve nada, minha mãe me ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta carinhosa.
O rapaz, então, disse:
- Pois te agradeço de todo coração.
Quando o jovem rapaz saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte, como também sua fé em Deus e nas criaturas ficou mais fortalecida.
Anos mais tarde, essa jovem mulher ficou gravemente doente. Os médicos locais a enviaram para a “cidade grande”, onde havia tecnologia e especialista da área que poderia tratar de sua rara enfermidade. O medico foi imediatamente ver a paciente. Reconheceu nela a jovem que lhe tinha dado um prato de comida quando estava com fome e se propôs, sem que ela soubesse, a fazer o melhor para salvar a sua vida da jovem que lhe ajudou. O jovem médico ganhou a batalha contra a doença.
Assim, ele sendo o médico responsável pela a administração do hospital pediu que lhe enviassem a fatura local dos gastos para prová-la à paciente. A moça ficou até com medo de abri-la, porque sabia que levaria o resto de sua vida para pagar todos os gastos. Finalmente, criou coragem e abriu a fatura, na qual pôde ler:
“Pago totalmente há muitos anos atrás com um prato de comida”. Dr. Howard Kelly.
Lágrimas de alegria correram de seus olhos, e seu coração feliz rezou assim:
“Graças, meu Deus, porque teu amor se manifestou nas mãos e nos corações humanos”.
Só colhemos o que plantamos.

21 - Mundo Pequeno

Um homem muito rico vivia em sua mansão, cercada de um jardim florido, e um grande lago que se podia avistar de dentro da casa. Em uma manhã, apreciado a paisagem da escada de seu quarto, viu seu filho atravessando a ponte sobre o lago, e no momento seguinte presenciou a pior cena de sua vida. Seu filho, ainda pequeno, caiu dentro do lago.
O pai desesperado saiu correndo, gritava por socorro, mas nada podia dizer. Ao se aproximar, ele viu o seu filho nos braços do jardineiro, que acabara de tirá-lo de dentro da água e tentava reanimá-lo. Após voltar a si, o menino chorou muito assustado e correu para os braços do pai. O pai, emocionado ao ver o filho a salvo, diz ao velho jardineiro:
- Meu amigo, o que você acaba de fazer não tem preço. Portanto, o que me pedir, eu lhe darei. Até mesmo, metade da minha fortuna, se assim você quiser.
O velho jardineiro, vendo a alegria do pai disse:
- Senhor, eu não fiz nada que uma pessoa não o faria. Estava perto, e tenho certeza, se fosse o meu filho o senhor faria o mesmo.
O patrão insistiu com o jardineiro:
- Por favor, peça alguma coisa, eu quero retribuir seu ato heróico. Você salvou a vida do meu único filho.
Tanto insistiu, que o jardineiro, um pouco envergonhado, disse:
- O senhor sabe que tenho quatro filhos e o mais velho chamado Eduardo gosta muito de estudar, e eu não tenho condições de pagar o seu estudo. Se for possível, ajude meu filho Eduardo nos estudos.
Feliz por saber que poderia retribuir de alguma forma, providenciou as melhores escolas para o Eduardo filho do jardineiro.
Muitos anos depois, o patrão já estava com bastante idade, e ficou doente. Sua enfermidade não tinha cura. Sendo ele, um homem muito rico, ofereceu metade de tudo o que tinha para quem conseguisse curá-lo.
Muitos médicos, entre eles, grandes especialistas se apresentaram a ele, mas ninguém conseguia conter a sua febre. Durante uma das visitas que recebeu um famoso professor lhe falou:
- Existe um jovem cientista médico, que estava fazendo uma pesquisa avançada a respeito daquela doença.
O jovem cientista foi localizado, e dois dias depois se apresentou ao homem rico enfermo. Ao vê-lo, o homem já desenganado, fez o apelo:
- Por favor, me cura!
Oferecendo-lhe metade de seus bens. O jovem respondeu:
- Eu estive na guerra pesquisado esta enfermidade, e descobri que através do mofo podemos chegar à cura. Ainda não testei os resultados em um ser humano, somente em cobaias de laboratório. Ainda faltam alguns testes, para podermos assegurar que terá efeito.
O homem rico, em total desespero, sabendo que seu fim estava próximo, se apresentou como cobaia, assumindo todos os riscos. O jovem cientista começou uma serie de aplicações, e um mês depois, o homem rico já estava curado.
Cheio de saúde, o rico homem deu uma grande festa, para comemorar seu restabelecimento. Quando a maioria dos convidados já estava presente, o homem rico pediu um minuto de atenção, tomou a palavra e disse:
- Hoje, é um dia muito importante para mim. Este jovem cientista desenvolveu um medicamento que trouxe de volta a minha cura. O prêmio que vou lhe dar, não é nada perto das vidas que serão salvas com este novo medicamento. O jovem cientista olhou nos olhos dele, e disse:
- O senhor não me deve nada. Eu já tenho tudo o que quero.
Respondeu-lhe o jovem cientista. O rico homem insistiu:
- Mas eu insisto que aceite esta fortuna, você a merece.
Neste momento o jovem não tinha tirado os olhos dos seus olhos, e perguntou;
- O senhor não se lembra que anos atrás você ver esta mesma proposta para o meu pai que salvou o seu único filho que caiu no lago e o senhor ofereceu para pagar o estudo do filho. O senhor não está me reconhecendo? Eu sou o Eduardo o filho do jardineiro. Foi a mim que o senhor pagou os estudos. O grande prêmio para mim foi poder de alguma forma ter contribuído para a sua cura. E o prêmio que o senhor ia me dá já foi pago há muito tempo. Por isto, neste exato momento estamos quites! Obrigado! E meu eterno agradecimento por ter pagado os meus estudos.
Deus dará mais para aqueles que repartem o que têm. Ele ainda acrescentará muito ao que já deu.

22 - O Pedaço de Bolo

Uma adolescente chorosa queixava-se para a mãe:
- Mamãe tudo na minha vida está dando errado. Não mim sai bem na prova de matemática, o namorado resolveu terminar o relacionamento e minha melhor amiga está de mudança para outra cidade.
Em horas de aflição, a mãe sabia que poderia agradá-la preparando um bolo. Naquele momento não foi diferente. Abraçou-a e levou-a até a cozinha.
Logo que separou os utensílios e ingredientes que usaria e colocou-os sobre a mesa, perguntou à filha:
- Minha filha querida, quer um pedaço de bolo?
- É claro que quero mamãe. Seus bolos são deliciosos.
Então, está bem, respondeu a mãe:
- Tome um pouco desse óleo de cozinha!
Assustada, a moça reagiu:
- Credo, mãe!
A mãe continuou:
- Que tal agora comer uns ovos crus?
A filha mais assustada do que nunca falou:
- Que nojo!
- Quer, então, um pouco de farinha de trigo ou bicarbonato de sódio?
- Mamãe, o que está acontecendo com a senhora?
Ela, então, resolveu explicar:
- É verdade! Todas as coisas parecem ruins sozinhas, mas quando os colocamos juntas, na medida certa... Elas se transformam em um bolo delicioso.
Deus atua em nossas vidas do mesmo modo. Ele sabe que, quando põe todas essas coisas na ordem exata, o que a princípio parece um mal, transforma-se em um grande bem. Tudo de que precisamos é confiar em Deus.

23 - As Bênçãos que Possuímos

- Tomara que o ano que vem seja melhor. Neste ano não me aconteceu nada de bom.
Olhei para ver quem acabara de dizer estas palavras e vi uma moça. Era muito bonita. Vinha com mais duas amigas do colégio, abraçando seus livros e cadernos. Saiam do portão de um colégio conhecido como um dos melhores em nível de ensino.
A moça que disse aquela frase, que me chamou a atenção, olhou para o meu relógio de pulso e exclamou:
- Puxa! Tenho que me apressar! Hoje é o aniversario de meu irmãozinho e vamos ter uma festinha lá em casa. Eu prometi acompanhar minha mãe nas compras do supermercado.
Fez um sinal para o ônibus e despediu-se alegre das amigas.
Nesta historinha a jovem tinha dito que nada de bom lhe acontecera. No entanto, era jovem, tinha saúde, beleza e um lar onde, pelo menos um irmãozinho e a mãe a esperavam. Estudava num bom colégio, tinham amigas e uma alegria de viver que transparecia em todos os seus gestos. Quantas bênçãos do céu ela possuía, sem notar.

24 - Um Homem Feliz

Narra à antiga lenda, que certa vez um rei adoeceu gravemente, e à medida que o tempo passava, seu estado de saúde piorava. Os médicos tentavam de tudo para recuperá-lo, mas nada parecia funcionar. Todos já encontravam sem esperança quando a velha criada falou:
- Eu sei como salvar o rei. Se vocês puderem encontrar um homem feliz, tirarem-lhe a camisa e a vestirem no rei, ele se recupera.
Ao ouvir tal afirmativa, o rei enviou seus mensageiros a todos os cantos do reino à procura de um homem feliz. Eles cavalgaram por todos os lugares e não encontraram um homem feliz. Ninguém estava satisfeito. Todos tinham uma queixa:
- Aquele alfaiate estúpido fez as calças muito curtas!
Ouviu um homem dizer.
- A comida está péssima, este cozinheiro não consegue fazer nada direito!
Reclamava outro.
- O que há de errado com os nossos filhos!
Resmungava um pai insatisfeito.
- O teto está vazando! A situação financeira está péssima. Será que o rei não pode dar um jeito nessa situação?
Essas e outras tantas queixas era o que os mensageiros do rei mais ouviram por onde passavam.
Se um homem era rico, não tinha o bastante; se não era rico, era culpa de alguém.
Se for saudável, havia uma sogra indesejável em sua vida. Se tiver uma boa sogra, a gripe o estava infelicitando. Enfim, naquele reino todos tinham algo a reclamar.
O rei já tinha perdido a esperança de se curar quando, numa noite, seu filho cavalgava pelos campos e, ao passar perto de uma cabana, ouviu alguém dizer:
- Obrigado Senhor! Concluí meu trabalho diário e ajudei meu semelhante. Comi meu alimento, e agora posso deitar-me e dormir e paz. O que mais poderia desejar Senhor?
O príncipe exultou de felicidade por ter, finalmente, encontrado um homem feliz. Mandou que seus homens fossem até lá, pagassem o quanto ele pedisse, e levassem a camisa do homem ao rei. Mas quando os mensageiros do rei entraram na cabana para despir a camisa do homem feliz, descobriram que ele era tão pobre que sequer possuía uma camisa.
A felicidade não esta nas coisas externas. Mas sim, dentro de você.

25 - A Quem Está Escutando?

Numa cidade do interior do Piauí, a cada ano, realiza-se uma corrida que nunca teve vencedor. Todos os anos, o prefeito lança o seguinte desafio:
“Sem preparação, sem pausa para descanso, sem água, aquele que subir e descer a colina, e chegar até o palanque da praça principal, será o vencedor. O premio já se acumula por dez anos e, até hoje, ninguém ganhar”.
Este ano, por causa do premio, várias pessoas se inscreveram para competir. Os moradores da cidade estavam todos presentes e, indiretamente, eles eram os responsáveis pelo fracasso das corridas. Antes mesmo da largada, já começavam a comentar sobre os participantes:
- olha aquele, como é gordo!
Outro morador.
- Nossa! Aquele é muito magro!
Muitos já desistiam antes de iniciar a prova... Começa a corrida e os comentários continuam:
- Não vão agüentar!
- Esse ai vai morrer de infarto!
- Nossa! Como está vermelho!
Cada vez, mais participantes iam desistindo da prova.
- Que pena ele é muito velho para correr!
- Olhe lá, como corre mal...
Quase no final, faltando menos de um quilometro, sobram apenas dois corredores, e pela expressão de ambos, estão muito cansados. O povo continua gritando:
- Não vai dar! Desista! É melhor que morrer!
Nesse momento, um deles cai de cansaço enquanto o outro não desiste e, para surpresa de todos, cruza a linha de chegada. Depois de dez anos, enfim tinha um vendedor. O prefeito feliz, com o cheque e o prêmio nas mãos, começa a falar com o vencedor que nem lhe dá atenção. No microfone pergunta a todos:
- Alguém conhece este cidadão?
Lá no fundo, uma voz responde:
- Ele é meu primo, chegou aqui na semana passada. Ah!... Ele é surdo.
Se dermos mais atenção ao que o mundo fala, e não escutamos a Deus, estamos perdidos.
As palavras dos homens são apenas palavras. Não ofendem a quem está firme e forte como o rochedo na fé em Deus.

26 - Só Colhemos o Que Plantamos

Um carpinteiro analfabeto, com muito sacrifício, enviou seu filho para a capital para estudar medicina. O rapaz se formou, e como era muito competente, abriu uma clinica de cirurgia plástica e se tornou muito famoso.
Ele se casou com uma mulher da sociedade, e teve um lindo filho. Um dia sua mãe morreu e ele trouxe seu pai para sua casa. Ele começou a sentir vergonha de seu pai, pois este não sabia falar direito, não sabia como lidar com a etiqueta no almoço e jantar imposta por sua esposa. Ou seja, tinha vergonha do seu próprio pai.
Um dia ele decidiu que o pai deveria morar na casa dos empregados, pois ele recebia muitas visitas e hospedava muitas pessoas importantes.
Certa manhã conferindo os pratos especiais que tinham, percebeu que alguns tinham sido quebrados, e viu que seu pai não saiba lidar com a fina louça importada de sua esposa. Resolveu fazer uma tigela de barro para o seu pai comer e, assim, não usar mais a louça da casa. O neto era apaixonado pelo avô, vendo tudo isso, no dia seguinte pela manhã, foi ao mesmo lugar que o pai preparou a tigela de barro e começou a modelar uma outra tigela. O pai lhe perguntou:
- Meu filho o que você esta fazendo!
O menino respondeu:
- Estou treinado para que quando o senhor ficar velho, eu possa preparar uma tigela igual a esta que o senhor preparou para o vovô.
O que está plantado, não se esqueça, você colherá...

27 - O Preconceito

Um fazendeiro encontra um filhote de onça perdido na floresta, e com pena leva-o para sua fazenda. Com muito carinho ele cuida da onça, e os dois se tornam grandes amigos.
Todos os dias ele sai para fazer compras e deixa a onça tomando conta da casa e de seu filhinho de dois anos. Seus amigos dizem:
- Você é louco em deixar uma onça cuidando do seu filho, um dia ela ainda vai devorá-lo.
O fazendeiro respondeu sorrindo:
- Não vai não, ela é minha amiga e eu a criei com todo o carinho...
Um dia, voltando da cidade, seu carro quebrou, e ele passou a noite fora, só chegando a sua fazenda no dia seguinte pela manhã. Ele vê a onça na porta da casa o esperando como sempre fazia, com a sua boca cheia de sangue. Imediatamente pensa consigo mesmo:
- “Ela viu que não voltei, teve fome e, como diziam meus amigos, devorou o meu filho”.
Ele saca sua arma da caminhonete, mira a cabeça da onça e atira matando-a. Corre para dentro de sua casa e encontra seu filhinho brincando com uma bolinha e ao seu lado muito sangue de uma enorme cobra. A onça tinha salvado a vida do seu filhinho...
Quantas amizades são rompidas, quantos lares destruídos, por palavras que ouvimos e aceitamos, muitas vezes, desses ditos “amigos”. Por que julgamos as coisas segundo a inclinação do nosso coração.

28 - O Padre e o Fazendeiro

Recém ordenado sacerdote, Eduardo Felipe, foi envolvido para uma paróquia no interior do Piauí.
Todo feliz, ele conhece a Igreja que fica na praça da pequena cidade e, depois de instalado, foi dormir cedo para celebrar sua primeira missa no dia seguinte.
Às seis da manhã, abre as portas da Igreja, e toca o sino para anunciar que teria missa. Ele havia preparado a sua primeira homilia com tanto carinho, que não via a hora de começar a missa.
Faltando dez minutos para o início ele, da sacristia, olha para ver quantos fiéis estão na Igreja. Um pouco decepcionado, ele vê apenas um senhor sentado no ultimo banco.
Seis e meia em ponto, olha de novo, agora já paramentado, e vê somente aquele homem. Espera mais dez minutos e desiste de celebrar.
Quando o senhor percebe que o jovem padre não vai celebrar, cumprimenta o sacerdote e lhe diz:
- Sabe padre, eu tenho uma fazenda com muitas vacas, mas eu comecei com apenas uma e com o tempo fui conseguindo mais e mais. Hoje eu tenho uma grande manda.
Vestido novamente os paramentos, o padre respondeu:
- O senhor está certo! Entendi a mensagem e agradeço, vamos celebrar a missa.
Com toda a alegria ele começa a missa. Eram quase sete horas da manhã e, mesmo estando apenas aquele senhor participando, o padre celebra com entusiasmo e faz uma homilia especial. Só para se ter uma idéia, ele terminou há missa DUAS horas depois. Toda feliz, terminada missa, ele vai para a sacristia. O senhor se aproxima e diz:
- Quando eu vou alimentar as minhas vacas, eu preparo a comida para todas, mas quando só uma vem comer, eu não a entupo com toda a comida.

29 - O Menino e o Real

O menino perguntou a seu pai quanto reais ganhava por hora de trabalho.
- Ganho três reais por hora. Mas por que você quer saber?
Ai o menino pediu um real para o seu pai. O pai por sua vez perguntou por que queria o dinheiro. Como ele não disse, o pai o chamou de explorador, aproveitador. Foi os dois dormir. Mas o pai ficou pensando no que fizera e sentiu o peso na consciência. Foi ao quarto do menino:
- Filho, você está dormindo? Aqui está o dinheiro que você me pediu.
O menino levantou, abriu uma caixinha, pegou mais dois reais e disse a seu pai:
- Papai, tenho agora três reais. Será que o senhor pode me vender uma hora do seu tempo?
Lembrem-se, somente as coisas materiais não são suficientes para fazer a vida acontecer.
Somente o bem-estar não traz alegria.
Os pais precisam colocar limites para seus filhos.
Isso é educar.
30 - O Cantinflas

Eu tenho uma predileção muito afetiva e sentimental por aqueles valores que nasceram do nada, da lama, da miséria, e que se fizeram pelo lume da genialidade, que ascenderam na sua interioridade.
Poderia citar centenas desses heróis, mas hoje vou falar apenas de Cantinflas – o João Ninguém – o palhaço triste, nascido nas sarjetas, que subiu com lagrimas e sangue o glamour da glória e a quem Charles Chaplin considerou o maior palhaço do mundo.
O que imortalizou Cantinflas é que ele fazia tudo errado, tudo às avessas. Tudo nele era negativo para ser um artista, um franzino, tímido, nervosos, com certos tiques, com um rosto de máscara asteca, nariz achatado, pele cor de cobre, boca enorme, com um bigode que parecia a sobrancelha caída do lugar.
Sua vida é um desafio. É uma obstinação contra tudo e contra todos. É um João-ninguém com pretensões de ser “alguém” na vida. Premido pela fome, foi trabalhar num circo e, à falta do artista principal, ele foi escolhido, sem jamais ter subido à ribalta e enfrentado o público. Cometeu tantas gafes que levou a platéia a delirar enlouquecida. Encontrara o caminho da glória. Tornou-se ídolo pelo ridículo, pelo fracasso, pelos erros que cometia.
De logo, empresas americanas passaram a contratá-lo para propagandas comerciais, cujas gafes e outras impropriedades fizeram-no o mais cobiçado dos propagandistas.
Enriqueceu da noite para o dia e utilizava os seus milhões de dólares para distribuir com crianças, com os doentes, com as obras civis. Participava anualmente de cerca de 100 espetáculos beneficentes.
Quando alguém o censurava por estes excessos e esbanjamento, ele respondia tranquilamente e com superioridade: “Nasci pobre, entre gente humilde e sofrida. Jamais esquecerei os dias que chorei com fome e dormi de estômago vazio. Por que esquecer os meus irmãos de infortúnio”?
É difícil alguém subir do nada e chegar às eminências da glória e da riqueza, e não se envergonhar do seu passado, tentando esquecê-lo ou ocultá-lo, como se fosse uma desonra.
Vergonha é envergonhar-se do passado.

31 - O Espelho

Quando você consegue tudo o que quer. Quando o mundo faz de você rei por um dia. Vai até o espelho, olhe para si mesmo e veja o que aquele ser humano tem a dizer.
Porque não é de seu pai, de sua mãe, de sua esposa (o), dos amigos, filhos, irmãos que deve dar ouvido o julgamento o seu respeito.
O veredicto que mais importa em sua vida é do sujeito do espelho a quem se devem agradar, todos os outros não interessam.
Pois ele está com você até o fim.
E você terá superado seu mais difícil e perigoso teste quando o ser humano do espelho mostrar-se seu amigo.
Algumas pessoas podem dizer que você é um companheiro (a) alegre e bom (boa).
Podem chamá-lo (a) de sensacional. Mas o ser humano do espelho dirá que você é a sua verdade, e você poderá olhar direito nos olhos.
Você pode enganar ao mundo inteiro ao longo da vida, pode receber palmadinhas nos ombros quando passar.
Mas sua recompensa final será remorso e lagrimas se você tiver enganado o ser humano do espelho.

“A principal tarefa do ser humano é dar luz a si próprio. Tornar-se tudo aquilo de que é potencialmente capaz”.
(Erick Fromm).
32 - O Pedreiro

Antonio era um funcionário dedicado, que estava prestes a se aposentar. Ele foi um dos primeiros a trabalhar na maior construtora da região. O dono dessa construtora muito famosa era justo e bondoso, e quis fazer uma surpresa a seu funcionário.
Uma manha o dono da construção chamou Antonio em sua sala e lhe disse:
- Antonio, eu tenho uma missão muito especial para você. Eu quero que seja construída uma casa com muito capricho, usando o melhor material. Não se preocupe com o custo. Que nada falte a esta casa, pois é um presente especial que quero dar a uma pessoa muito querida... Ah, e faço questão de lhe pagar à parte por esta construção.
Antonio ficou aborrecido, e disse consigo mesmo: “Justo agora que vou me aposentar, serei obrigado a construir esta casa. E logo uma casa tão especial, que o próprio dono pediu para ser a melhor que eu já fiz”.
Muito irritado, começou a construir a casa, mas sem cuidado nenhum, usando até material de segunda. A raiva que ele estava do patrão era tão grande, que em pouco tempo, terminou a pior casa que já havia feito em sua vida.
Antonio foi falar com o dono da construtora, para receber o seu dinheiro e ficou surpreso, quando foi convidado para, na semana seguinte, entregar a chave ao novo proprietário.
Era um domingo, vários funcionários lá estavam quando Antonio chegou. Havia um palanque montado e uma multidão a aguardava.
Convidado a subir no palanque ao lado do dono da construtora, Antonio ouviu as primeiras palavras que ele disse:
- Esta casa foi construída pelo meu melhor funcionário e com o melhor material já utilizado. Apresar de ter se aposentado na semana passada, mesmo assim, ele a construiu com amor como sempre fez.
Quando Antonio olhou para trás, viu que lá estavam sua esposa, filhos e netos. O dono da construtora prosseguiu dizendo:
- Como presente de aposentadoria eu quero lhe dar a melhor casa já construída por você.
Antonio recebeu a chave e começou a chorar!
Quantas vezes, com Deus e com os irmãos, nós agimos da mesma maneira... Por isto, como disse Santo Agostinho:
Vamos diariamente oferecer o melhor de nós, avançando em direção a Deus, libertando-nos da posse dos frágeis valores desse mundo.

33 - Consertando o Mundo

Um cientista que trabalhava para solucionar vários problemas no mundo, recebeu em seu escritório, a visita do seu filho.
A criança não parava quieto um minuto, mexia aqui e lá, e como o pai não conseguia contê-lo, teve uma idéia. Deparou-se com uma revista onde tinha um mapa e disse ao seu filho.
- Você gosta de quebra-cabeça? Então vou lhe dar o mundo para conserta. Aqui está ele todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Mas faça tudo sozinho!
Pelos seus cálculos, o menino levaria o dia inteiro para recompor o mapa do mundo, que ele havia recortado da revista. Depois de uma hora, o filho o chama calmamente. Disse o garoto.
- Papai, já terminei tudinho!
A principio, o pai não deu credito às palavras do filho. Seria impossível na sua idade, conseguir recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista foi ver, e para sua surpresa, todos os pedaços (e não eram poucos) foram colocados nos devidos lugares.
Como seria possível? Um menino de apenas sete anos seria capaz de tal feito?
Curioso e intrigado com sua atitude, o pai perguntou:
- Meu filho, se você não como era o mundo, como conseguiu montá-lo?
O garoto respondeu:
- Papai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia uma figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei, tentei, mas não consegui. Foi ai que eu me lembrei do homem, virei os recortes e consegui consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei à folha e vi que havia consertado o mundo.
34 - O Cisco No Olho

Um jovem casal se mudou para Teresina. Chegando à cidade, começaram a arrumar a nova casa. A vizinha comentou com o marido, olhando pela janela:
- Essas jovens esposas não sabem lavar roupa. Que toalha encardida, coitado do marido!
E todos os dias, durante o café da manhã, ela tinha uma crítica. Olhando pela janela, dizia:
- Meu bem, que porca é nossa vizinha. Os lençóis, no varal, estão sujos; as calças do marido dá dó de ver, aquela camisa que deveria ser branca nem tem mais cor...
Dia-a-dia ela fazia crítica, até que num sábado, ela levou um susto e falou para o marido:
- Meu bem, que milagre! Ela aprendeu a lavar roupa. Nossa que brancura! Venha ver. Qual sabão será que ela está usando? Ah, eu tenho que descobrir!
O marido então, sorrindo, respondeu:
- Minha querida, não é um novo sabão. Simplesmente lavei a nossa janela.
Já dizia Jesus Cristo, quantas vezes olhamos o cisco no olho do outro e não vemos a trave que está no nosso olho...

35 - Não Queiram Agradar aos Homens

Vovô Lourival e seu neto Madson Victor faziam uma longa travessia a cavalo. O idoso ia puxando o cavalo que carregava o neto. Ao entrar numa cidade, ele escuta dos moradores.
- Que vergonha esse homem idoso a pé e aquela criança tão forte em cima do cavalo.
Pensando na situação, ele sobe no cavalo, e seu neto prossegue a pé. Ao chegar numa outra cidade, escuta os moradores dizerem:
- Que vergonha, um pobre menino caminhando a pé, que exploração,
Preocupado com o cansaço do seu neto e querendo agradar às pessoas, ele decide que os dois iriam juntos em cima do cavalo. Assim ninguém poderia falar nada.
Ao passar por uma outra cidade, escuta atônito dos moradores:
- Pobre animal carregando duas pessoas. Como existem pessoas que maltratam os animais!
Nós não devemos querer agradar as pessoas, vamos sempre decepcionar.
Devemos sim, é procurar agradar a nós mesmo e a Deus.
Agido assim, você encontrará a felicidade.

36 - A Paz

Certa vez, houve um concurso de pintura e o primeiro lugar seria dado ao quadro que melhor representasse a Paz. Ficaram, entre muitos, três finalistas igualmente empatados.
O primeiro retratava uma imensa pastagem com lindas flores e borboletas que bailavam no ar, acariciadas por uma brisa suave.
O segundo mostrava pássaros a voar sob nuvens brancas como a neve, em meio ao azul anil do céu.
O terceiro mostrava um grande rochedo sendo açoitado pela violência das ondas do mar, em meio a uma tempestade estrondosa e cheia de relâmpagos.
Mas, para surpresa e espanto dos finalistas, o escolhido foi o terceiro quadro, o que retratava a violência das ondas contra o rochedo. Indignados, os dois pintores que não foram escolhidos, questionaram o juiz que deu o voto de desempate:
- Vocês repararam que em meio à violência das ondas do mar e à tempestade há, numa das fendas do rochedo, um passarinho com seus filhotes, dormindo tranquilamente?
E os pintores sem entender responderam:
- Sim, mas...
Antes que eles concluíssem a frase, o juiz ponderou:
Caros amigos, a verdadeira Paz é aquela que mesmo nos momentos mais difíceis nos permite repousar tranqüilo.

37 - A Parábola da Rosa

Um homem plantou uma roseira e passou a regá-la todos os dias. A roseira cresceu e já se podia perceber o primeiro botão de rosa quando, analisando o caule cheio de espinhos, o homem pensou:
“Como pode uma flor tão bela vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados!”
Entristecido com sua descoberta, ele recusou-se regar a roseira e, antes mesmo de desabrochar a primeira rosa, ela morreu.
Assim acontece com as pessoas.
Dentro de cada alma há uma rosa: “As qualidades dadas por Deus, e também os espinhos – as nossas faltas”.
Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos.
Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir do nosso interior.
Nós nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e como conseqüência, ele morre. Nem sempre percebemos o nosso potencial.
Alguns de nós não vemos a rosa dentro delas mesmas. Portanto, um outro alguém deve mostrar a elas.
Um dos maiores dons que se pode possuir é a capacidade de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas. Olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras qualidades. Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a beleza de sua alma e ajudá-la a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições. Esta é a característica do amor.
Se mostrarmos a essas pessoas a rosa, elas superam seus próprios espinhos. Só assim elas podem desabrochar muitas e muitas vezes. Portanto, sorria, e descubra a rosa que existe dentro de você e também dentro das pessoas que você ama...
38 - O Vendedor de Balões

Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse. Evidentemente o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se aos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores.
Havia ali perto um garoto negro. Estava observando o vendedor e, é claro, apreciando os balões. Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos foram subindo até desaparecerem no céu.
O menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava imaginando mil coisas... Mas uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão da cor preta. Então se aproximou do vendedor e lhe perguntou:
- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, subiria ele tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão da cor preta. E enquanto o balão se elevava nos ares disse:
Meu filho, não é a cor do balão que faz o balão subir, mas o que está dentro dele.
39 - Ele Não Desistiu

Aconteceu no Indoor Game Meet in Los Angeles (Jogos em Recinto Fechado) de 1964. Na corrida de jarda, Bill Crothers, um farmacêutico canadense de 23 anos, esborrachou-se no chão quando tropeçou em um dos corredores do grupo a seu lado, faltando duas voltas e meia para final. Um corredor após o outro saltava por cima do infeliz corredor. Os demais corredores se distanciaram dele quase meia volta da pista. Ninguém teria criticado o jovem Bill por ter caído; nenhum treinador o teria chamado de molenga. Mas apesar de um joelho contundido, Bill se levantou e começou a correr depois dos outros corredores. Continuando ele buscou ocupar o vazio entre ele e os outros atletas. Então ele passou um, dois, três, que iam para reta final, perdendo apenas por uma polegada para o vencedor que cruzou a fita em primeiro lugar.
Bill recebeu os aplausos da multidão dividindo as honras com vencedor, pois ele chegou apenas alguns segundos após o vencedor.
As tentações para deixar Cristo são muitas.
Nós caímos e a multidão passa por nós.
Devemos aprender a lição que nos deu Bill Crothers.
Não deve o povo de Deus abandonar a luta.
Não pode haver nenhuma outra preocupação senão a de correr rumo à gloria de Deus.
40 - Um Presente Para a Irmã


O homem por detrás do balcão, de forma distraída, olhava a rua. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine. Os olhos da cor do céu brilhavam quando viu um determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesa azul.
- É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito?
Diz ela. O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
- Quanto de dinheiro você tem?
Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e desfez os nós. Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse:
- Isso dá?
Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa.
- Sabe, quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe ela cuida da gente e não tem tempo para ela. Hoje é aniversario dela e tenho certeza que ficará feliz com o colar que é da cor dos seus olhos.
Homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde. Disse para a garota.
- Tome! Leve com carinho!
Ela saiu feliz, saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e olhos azuis entrou na loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:
- Este colar foi comprado aqui?
- Sim senhora.
- E quanto custou?
- Ah!
Falou o dono da loja:
- O preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente.
A moça continuou:
- Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo!
O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu a jovem.
- A sua irmã pagou o mais alto preço que uma pessoa pode pagar. ELA DEU TUDO O QUE TINHA!
O silêncio encheu a pequena loja e duas lagrimas rolaram pela frase da jovem emocionada, enquanto suas mãos tomavam o pequeno embrulho.
“A verdadeira doação é dar-se por inteiro, sem restrição”.
A gratidão de quem ama não coloca limites para os gestos de ternura...

41 - A Caixinha Dourada

Há certo tempo, um homem castigou sua filhinha de três anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourada. O dinheiro andava escasso naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina envolvendo uma caixinha com aquele papel dourado e colocá-la debaixo da árvore de Natal.
Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menininha levou o presente a seu pai e disse:
- Isto é pra o senhor, paizinho!
Ele se sentiu envergonhado da sua furiosa reação, mas voltou a “explodir” quando viu que a caixa estava vazia. Gritou, com a garotinha, dizendo:
- Você não sabe que quando se dá um presente a alguém, a gente coloca alguma coisa dentro da caixa?
A pequena menina olhou para cima com lágrimas nos olhos e disse:
- Oh. Paizinho, não está vazia. Eu soprei beijos dentro da caixa. Todos para o senhor, Papai.
O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou que ela o perdoasse. Dizendo isto o homem guardou a caixa dourada ao lado de sua cama por anos e sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, ele tomava da caixinha dourada um beijo imaginário e recordava o amor que sua filha havia posto ali.
De uma forma simples mais sensível, cada um de nós humanos tem recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional e beijos dos nossos pais, filhos, irmãos e amigos...
Ninguém poderá ter uma propriedade ou posse mais bonita que esta.
Guarda-a e lembre-se sempre que puder.

42 - As Flores Falam

Um automóvel parou à porta de um cemitério e dele saiu o motorista que se dirigiu ao zelador, dizendo-lhe:
- Minha patroa está bem doente e não pode andar, mas gostaria de falar com o senhor.
Uma senhora bem avançada em idade, olhos cavos e fundos que não podiam esconder um profundo sofrimento, foi logo dizendo:
- Nestes dois últimos anos tenho mandado R$ 10,00 reais por semana para comprar flores para serem colocadas na sepultura do meu filho. Venho hoje aqui, talvez pela última vez, porque os médicos dizem que tenho poucos dias de vida, e não queria morrer sem agradecer-lhe.
O funcionário do cemitério teve um momento d hesitação, afinal com voz trêmula confessou:
- Sabe minha senhora eu sempre lamentei que estivesse mandando dinheiro para flores...
- Como assim?
Retrucou-a com certo ar de espanto.
- Minha senhora, é porque as flores duram tão pouco tempo! E aqui ninguém as vê! Pertenço a uma Associação de Serviço Social, cujos membros visitam os hospitais e os asilos dos velhos. Ali, sim, é que as flores fazem faltas. Os internados podem vê-las e apreciar-lhe o perfume. Minha senhora, nos hospitais e asilos, há pessoas vivas.
A senhora, com manifestando aborrecimento, ordenou ao motorista para irem em embora.
Tempos depois, o zelador do cemitério o mesmo que tinha falado com ela, foi surpreendido com a visita dela, que pessoalmente vinha dirigindo o carro e logo foi dizendo:
- Agora, eu mesma levo as flores aos doentes e aos velhos. O senhor tem razão, eles ficam radiantes e com isto eu me sinto feliz. Os médicos não sabem a razão da minha cura, mas eu sei. Hoje eu tenho um motivo para viver.
A senhora da historinha, descobriu que auxiliando aos outros estava auxiliando a si própria.
Compreendeu que as flores não foram feitas para embalsamarem mortos nem despistar a tristeza, mas pra perfumar a vida de alegria e de felicidade.

43 - A Corrente do Bem

Madson quase não viu a senhora com o carro parado no acostamento. Mas percebeu que ela precisava de ajuda. Mesmo com o sorriso que ele estampa na face ela ficou preocupada. Ninguém tinha parado para ajudar durante a última hora. Ele iria aprontar alguma? Ele não parecia seguro e sim, pobre e faminto. Ele pôde ver que ela estava com muito medo, então Madson disse:
- Eu estou aqui para ajudar, senhora. Por que não espera no carro onde está quentinho? A propósito, meu nome e Madson.
Bem, o problema era um pneu furado, mas para uma senhora era ruim o bastante. Madson abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Logo ele já estava trocando o pneu. Mas ele ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos. Enquanto ele apertava as porcas da roda, a senhora abriu a janela e começou a conversar com ele:
- Moro em Simplício Mendes e só estou de passagem aqui e não sei como te agradecer pela preciosa ajuda.
- Meu pai nasceu nesta mesma cidade.
Depois ele sorriu enquanto se levantava. E ela perguntou:
-Quanto devia?
Madson não pensava em dinheiro. Aquilo não era um trabalho, ele respondeu:
- Não é nada senhora, eu Gosto de ajuda quando alguém tem necessidade, e Deus já me ajuda bastante. Este é o meu modo de viver e nunca me ocorreu agir de outro modo. Se realmente a senhora quiser me reembolsar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda que ela precisar e pense em mim.
Alguma milha abaixo, a senhora encontrou um pequeno restaurante. Ela entrou para comer alguma coisa. Era um restaurante sujo. A cena inteira era estranha para ela. A garçonete veio atender, ela lhe trouxe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um dose sorriso, um sorriso quem mesmo os pés doendo por um dia inteiro de trabalho não pôde apagar.
A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude. A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco podia tratar tão bem a um estranho. Então se lembrou de Madson.
Depois que terminou a refeição, enquanto a garçonete buscava o troco para a nota de cem reais, a senhora se retirou. Já tinha partido quanto a garçonete voltou. Ela ainda queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob qual tinha quatro notas de R$ 100,00 Reais. Havia lágrimas em seus olhos no momento em lia o que a senhora escreveu.
- Você não me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou uma vez e da mesma forma estou lhe ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar, não deixe esta corrente do bem terminar com você.
Bem, havia mesas para limpar, açucareiros parra encher e pessoas para servir. Naquela noite, quando foi para casa e deitou-se na cama, ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito.
- “Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisava disto? Com o bebê para o próximo mês como estava difícil”!
Ela se virou para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo e sussurrou:
- Tudo ficará bem. Eu te amo, Madson.
Pense nisso e não feche esse circulo!
Tente você também ser um Madson.

44 - A Flor da Verdade

Por volta do ano 250 a.C. na China Antiga, um príncipe da região de Thing Zda, Norte do país, estava à véspera de ser coroado imperador, mas para isso, de acordo com a lei, ele deveria se casar. Assim ele resolveu fazer uma “disputa” entre as moças da corte ou quem quer que se ache digna de sua auspiciosa proposta.
No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberiam, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio. Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe. Ao chegar à casa a mãe relatar o fato à jovem filha. A velha espantou-se ao ouvir que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula:
- Minha filha, o que acha que fará lá? Estarão presentes todas as mais belas jovens e ricas moças da corte. Filha tire esta idéia insensata da cabeça. Eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.
E a filha respondeu:
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos estou louca. Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe. Isto já me torna feliz, pois sei que meu destino é outro.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Então, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei, para cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, trouxer-me a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura Imperatriz da China.
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava da semente com muita paciência e ternura, pois sabia que se a beleza das flores surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem de tudo tentara. Usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido e, ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor.
Por fim, os seis meses haviam passado e nada ela havia cultivado. Consciente do seu esforço e dedicação comunicou a sua mãe que, independente das circunstancias, retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada, estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as pretendentes, cada uma com sua flor mais bela que a outra, de todas as mais variadas formas e cores.
Finalmente, chega o momento esperado. O príncipe observa cada uma as pretendentes com muito cuidado e atenção e, após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem, filha da serva do palácio, como sua futura esposa.
As pessoas presentes tiveram as mais inusitadas reações. Ninguém compreendeu por que ela havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então. Calmamente, ele esclareceu:
- Esta jovem foi à única que cultivou a flor que a faz digna de se tornar uma Imperatriz, a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
Temos que cultivar as flores da verdade e da honestidade em todos os momentos de nossas vidas.

45 - Esta Esmola é Para Mim

Uma senhora da mais alta e refinada sociedade teresinense esmolava de casa em casa donativos para um abrigo de velhinhos, que ela mantinha com muito afeto e carinho.
Certa vez, batendo à porta da casa de uma senhora muito rica que estava, sem duvida, muito preocupada ou angustiada por problemas, fez-lhe o pedido e, como resposta, recebeu uma bofetada no rosto, tão forte que a fez cair no chão com todos os demais objetos que trazia num cesto.
Ela, calma e tranquilamente, apanhando as doações que haviam caído ao chão, humildemente voltou-se para a senhora que ainda mantinha uma atitude de superioridade e agressividade, e disse para ela:
- Minha senhora, esta é a esmola que mereço. Agora me dê a esmola de que os meus velhinhos precisam.
Diante daquela linguagem de serenidade, de amor, de perdão, de bondade, a senhora agressiva abraçou-se em pranto com a “mendiga”, pedindo-lhe perdão, e num transbordamento de afetividade abriu com generosidade a sua bolsa e o seu coração, comprometendo-se a semanalmente fazer uma valiosa doação para os pobres velhinhos do abrigo.
Não há força, brutalidade e infâmia que a bondade não consiga desfazer.

46 - O Rei e o Falcão

Genghis Khan foi um grande rei guerreiro. Conduziu seu exército à China e à Pérsia e conquistou muitas terras. E dizia que, desde Alexandre, o Grande, não houvera rei igual.
Numa certa manhã, longe das guerras, saiu cedo de casa a fim de passar o dia caçando na floresta. Muitos amigos foram com ele. Esperavam abater muitos animais que trariam para casa no final do dia. O rei levava ao punho seu falcão predileto, pois naquela época essa ave era treinada para a caça. O dia inteiro passou Genghis Khan e seus caçadores a cavalgar pela floresta. Não encontraram, porém, tanta caça quanto esperava.
À tardinha, decidiram retornar. O rei estava habituado a cavalgar pela floresta e, conhecia todas as trilhas. Tendo escolhido o caminho mais curto para casa, ele tomou uma estrada mais longa que passava por uma vale entre duas montanhas. O dia fora quente, e o rei tinham sede. Seu falcão amestrado alcançara vôo, deixando-o só. O pássaro saberia encontrar o caminho de casa.
O rei prosseguia lentamente. Conhecia uma fonte de águas límpidas em alguma paragem perto da trilha. Mas os dias quentes do verão haviam secado todos os córregos da montanha. Mas eis que, para sua alegria, avistou um pouco de água escorrendo pela beira de uma pedra. Haveria de encontrar a fonte logo acima. O rei apeou da montanha, tirou do embornal um cálice de prata começou a aparar as gotas que caiam lentamente da pedra. A água demorava em encher o cálice e o rei tinha tanta sede que mal podia esperar. Finalmente estava quase cheio. Levou-os aos lábios e estava prestes a sorver o primeiro gole.
De repente, um zunido cruzou os ares e o cálice foi derrubado de suas mãos. O rei procurou ver quem fizera aquilo. Fora seu falcão amestrado. O rei pegou o cálice e tornou a recolher as gotas de água. Desta vez não esperou muito tempo. Quando estava pela metade, levou-o à boca. Mas antes que o cálice lhe tocasse os lábios, o falcão deu outro mergulho derrubando o objeto. Destra vez o rei começou a ficar zangado. Empreendeu mais uma tentativa, e pela terceira vez o falcão impediu d beber.
O rei ficou bastante irritado e gritou para o falcão:
- Como se atreves a fazer isso? Se eu pusesse minhas mãos em ti, torcer-te-ia o pescoço!
Mas uma vez o rei encheu o cálice. Porém, antes de levá-lo à boca, sacou da espada, disse ele:
- Agora, senhor falcão, é a última vez.
E logo o pobre falcão jazia aos pés do dono, sangrando até morrer.
- É o que merece por teus caprichos.
Entretanto, ao procurar o cálice, encontrou-o caído entre duas pedras, onde não conseguia alcançar, disse consigo mesmo:
- Mesmo assim, vou beber desta água.
E pôs-se a galgar a parede íngreme da rocha para chegar até o lugar de onde a água escorria. Por fim, atingiu o locar. E havia, de fato, uma nascente, mas que era aquilo dentro da poça, ocupando-lhe quase todo o espaço? Uma enorme serpente morta, e das mais venenosas.
O rei parou esqueceu-se da sede, pensou apenas no pobre pássaro morto ali no chão. Então, ele gritou:
- O meu falcão salvou-me a minha vida! E o que fiz em troca? Era o meu melhor amigo e eu o matei.
Desceu a escarpa, tomou cuidadosamente o pássaro nas mãos e o colocou no embornal. Subiu na montaria e partiu ligeiro consigo:
Aprendi hoje uma triste lição, que é nunca fazer coisa alguma com raiva.

47 - A Lição do Fogo

Um membro de determinado grupo, ao qual prestava serviços regulamente, sem nenhum aviso, deixou de participar de suas atividades.
Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.
Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.
O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silencio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.
Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram. Cuidadosamente, selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou, então, a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Aos poucos, a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo se apagou de vez. Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos, o líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele. Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:
- Obrigado! Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo.
48 - A Lição do Barqueiro

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de água cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, o seu destino. Suspirou aliviado quando ouviu uma voz e viu homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se pra transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou-os detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmas duas palavras.
Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro agir. Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.
O barqueiro pegou o remo no qual estava escrito acreditar e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo, e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando à outra margem. Então, o barqueiro disse ao viajante:
- Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.
Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizem os dois remos ao mesmo tempo e com a mesma intensidade agir e acreditar.
49 - Os Três Mendigos

Uma mulher, ai sair de casa, deparou com três mendigos em frente ao seu portão. Um deles disse:
- Senhora, estamos famintos! Pode-nos dar algo!
A mulher respondeu:
- Claro, entrem e comam alguma coisa.
O segundo mendigos perguntou:
- O homem da casa esta?
- Não, ele esta trabalhando.
- Então não podemos entrar.
À noite, quando o marido chegou, ela contou-lhe o que aconteceu e ele disse:
- Vá lá fora, diga que estou em casa e convide-os para entrar.
A mulher saiu e convidou-os a entrar. O terceiro mendigo disse:
- Não podemos entrar juntos.
- Por quê?
O mais velho dos mendigos explicou:
- Meu nome é Amor, o do segundo é Fortuna e o do terceiro é o Sucesso. Entre e converse com seu marido para saber qual de nós irá entrar em sua casa.
A mulher entrou e falou com o marido perplexo que disse:
- Que bom! Neste caso, vamos convidar a Fortuna para entrar. Deixe-o vir e encher a nossa casa.
A esposa, no entanto, discordou:
- Meu querido, por que não convidamos o Sucesso?
Ele então refletindo um pouco mais concluiu:
- Querida, é melhor chamarmos o Amor para entrar em nossa casa.
A mulher concordou saiu da sala e foi até ao portão e disse:
Escolhermos o Amor. Por favor, entre e seja o nosso convidado.
O amor levantou-se e caminhou em direção à estrada e, para surpresa da mulher, os outros dois começaram a segui-lo, no que ela perguntou:
- Não era um só a entrar? Por que estão entrando os três?
E os homens responderam:
- Se você convidasse a Fortuna ou o Sucesso, os outros dois esperariam aqui fora, mas como você convidou o Amor, aonde ele for nós iremos junto.
Um dos três mendigos disse:
Onde há amor; há também fortuna e sucesso.

(Extraída do livro Parábolas Eternas/ organização Legrand – Belo Horizonte: Soler Editora, 2004). Modificada.

50 - O Mestre e a Vaca

Um mestre, de grande sabedoria, passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sitio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.
Durante o percurso, ele falou ao aprendiz sobre a importância da visita e as oportunidades de aprendizado que temos com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando ao sítio, o mestre constatou a pobreza do lugar; sem calçamento, casa de madeira, os moradores um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas. Então, aproximou-se do pai daquela família e perguntou:
- Neste lugar não há sinais de pontos de comercio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leites todos os dias. Uma parte desse produto, nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos, e com a outra parte nós produzimos queijo, coalhada e manteiga para o nosso consumo. Assim vamos sobrevivendo.
O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou-se para o seu fiel discípulo e ordenou:
- Aprendiz, pegue a vaca, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo.
O jovem arregalou os olhos espantados e questionou o mestre sobre o fato de a vaca ser o único meio de sobrevivência daquela família. Mas, como percebeu o silêncio absoluto de seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaca morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos.
Um belo dia, o aprendiz resolveu largar tudo o que havia aprendido voltar àquele mesmo lugar e contar tudo àquela família. Sentia necessidade de pedir perdão e de ajudá-los. Assim fez. Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com arvores floridas, tudo mudado, com carro na garagem e alguma criança brincando no jardim. Ficou triste e desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver.
Apertou os passos e, chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há quatro anos. O caseiro respondeu:
- Continua morando aqui.
Espantado, ele entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor o dono da vaca:
- Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?
E o senhor, entusiasmado, respondeu:
- Nós tínhamos uma vaca que caiu no precipício e morreu. Daí em diante, tivermos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora.

51 - Nunca Guardar Nada Para Amanhã

Meu cunhado abriu a última gaveta da cômoda retirou um pacote embrulhado com papel de seda. Ele disse:
- Isto! Não é combinação. Isto é uma lingerie.
Ele desembrulhou e me entregou a peça.
- Ela é linda, de seda, feita a mão e bordada com rendas. A etiqueta de preço com um desenho enorme ainda afixada na peça. Sandra comprou-a na primeira vez que estivemos em São Luiz, há oito ou nove anos. Ela nunca usou estava guardando para uma ocasião especial. Bem, acho que agora é a ocasião.
Ele pegou a peça das minhas mãos e colocou-a na cama junto com as outras roupas que separamos para levar à funerária. Ele acariciou a peça por um momento, bateu a gaveta, virou-se para mim e disse:
- Fiquei relembrando aquelas palavras durante o funeral e os dias que se seguiram quando os ajudei, a ele e a minha sobrinha, a superar a tristeza que segue uma morte inesperada. Fiquei pensando neles durante o vôo de volta para Teresina. Pensei em todas as coisas que a minha irmã não pode ver, ouvir ou fazer.
Pensei nas coisas que ela fez sem perceber e como elas foram especiais. Ainda continuo pensando nas palavras dele, elas mudaram minha vida. Estou lendo mais e espalhando mensagens, fico sentada na cadeira admirando a vista do jardim sem a neblina de ficar arrancando as ervas daninhas. Estou gastando mais tempo junto a minha família e amigos e menos tempo em reuniões de comitês.
Sempre que possível, a vida deveria ser uma experiência a ser saboreada e não uma prova. Estou tentando reconhecer estes momentos e usufruí-los.
Não estou guardado nada, usamos todas as nossas porcelanas chinesas o os cristais para todos os eventos especiais como perder alguns quilos, consertar um vazamento de pia, para a primeira florada das camélias. Visto o meu blazer preferido para ir ao mercado quando sinto vontade.
- Minha teoria agora é: sinto que está sobrando dinheiro, gasto R$ 28,50 em um pequeno pacote de guloseimas sem pestanejar. Não estou guardando meu melhor perfume para festas especiais; os caixas em lojas e atendentes em bancos têm narizes que funcionam tão bem quanto os dos meus amigos de festas. “Algum dia” o “um dia desses” estão perdendo a importância no meu vocabulário. Se for útil ver, ouvir o fazer quero ver, ouvir e fazer agora. Não sei o que minha irmã teria feito se soubesse que não estaria aqui para o amanha a que todos nós fomos permitidos. Acho que ela teria ligado para todos da família e a alguns amigos íntimos. Poderia ter ligado para antigos amigos para se desculpar e reparar brigas do passado sem importância. Penso que teria ido jantar em um restaurante chinês, sua comida favorita, estou supondo..., nunca saberei...
- São essas pequenas coisas deixadas sem fazer que me deixasse brava se soubesse que o meu tempo seria limitado. Brava por ter algum dia, cancelado encontros com bons amigos. Brava por não ter escrito cartas que pretendia ter escrito. Brava e arrependida por não ter dito mais frequentemente ao meu marido e à minha filha o quanto eu realmente os amo.
- Estou tentando muito não adiar, impedir, ou guardar alguma coisa que proporcione alegria e brilho às nossas vidas. E toda manhã quando abro meus olhos, digo a mim mesma que isso é especial.
Todo dia, todo minuto, todo suspiro, é realmente...
Um presente de Deus. Amor e Deus poderão encher a sua vida de benções. A diferença entre o ordinário e extraordinário...
É somente um pequeno “Extra”.
Los Angeles Time

52 - Não Permita Que Seu Inimigo Perceba Seu Espírito

Um monge estava só, ao cruzar uma ponte na qual mal conseguia equilibrar-se. A cada ponto transposto a passos curtos, mas a ponte, que era feita de cordas, se movimentava furiosamente. Logo, o monge percebeu, caminhava pelo corrimão, um escorpião, justamente no lugar cujo apoio lhe era essencial. O animal, pequeno e letal, começou a subir pela mão do monge. Continuo lento e gradativamente pelo braço até alcançar-lhe o ombro.
O homem sob o manto experimentou, naquele momento um gelo perpassar-lhe a espinha e fê-lo parar instantaneamente a caminhada. Antes que seu coração disparasse, lembrou-se de respirar com mais calma. Sua mente buscou as nuvens, e por longos segundos o escorpião não se moveu. Em socorro, como numa providencia divina, uma rajada de vento os atingiu, fazendo-os balançar violentamente. Com isso, a ameaça foi lançada abismo adentro, de encontro às rochas. Feliz, o monge agradeceu ao vento e seguiu sua caminhada.
Tendo ouvido atentamente a história contada pelo mestre, o pupilo esperou pela conclusão:
- Agradeci pela sorte que tive. Mas, se eu não tivesse passado despercebido ao escorpião, certamente nossa historia teria outro fim. Pois só se pode acertar aquilo que se consegue ver ou sentir.
Entenda não fornecer informações ao inimigo, seja ele de qualquer natureza, leva-nos ao caminho da segurança.
Na vida, surgirão varias escorpiões (inimigos) pelos corrimões (caminhos), e eles devem ser recebidos e reconhecidos por nós.
E nós devemos buscar nunca ser percebidos por eles.
Devemos ser parte do ambiente que os cerca, percebendo os inimigos declarados em qualquer nível, para, assim, tentamos atravessar incólumes todas as pontes que cruzarmos.
53 - A Facilidade Em Resolver Problemas

Certa vez, perguntei ao mestre:
- Por que existem pessoas que saem facilmente dos problemas, mas complicados, enquanto outras sofrem por problemas muito pequenos, morrem afogadas num copo de água?
Ele simplesmente sorriu e contou-me uma história:
- Era uma vez um sujeito que viveu amorosamente toda a sua vida. Quando morreu, todo mundo lhe recomendou que fosse ao céu, pois um homem tão bondoso quanto ele somente poderia ir para o Paraíso. Mas ir para o céu não era tão importante para aquele homem. Assim ele foi até lá. Naquela época, o céu não havia ainda passado por um programa de qualidade total. A recepção não funcionava muito bem. A moça que o recebeu deu uma olhada rápida nas fichas em cima do balcão e, como não viu o nome dele na lista, orientou-o para ir ao inferno. A moça então diz:
- O senhor sabe como é no inferno. Lá ninguém exige crachá nem convite. Qualquer um que chega é convidado a entrar.
O homem entrou no inferno e foi ficando. Alguns dias depois, o lúcifer chegou furioso às portas do Paraíso para tomar satisfações com São Pedro:
- Você é um canalha! Nunca imaginei que fosse capaz de uma baixaria como essa. Isso que você está fazendo é puro terrorismo!
Sem saber o motivo de tanta raiva, calmamente São Pedro perguntou surpreso, do que se tratava. Lúcifer, transtornado, desabafou:
- Você mandou aquele sujeito para o inferno e ele está fazendo a maior bagunça lá. Ele chegou escutando as pessoas, olhando-as nos olhos, conversando com elas. Agora, está todo mundo dialogando, se abraçando, se beijando. O inferno está insuportável, parece o Paraíso!
E fez um apelo:
- São Pedro, por favor, pegue aquele sujeito e leve-o de lá!
Quando o mestre terminou de contar essa história, olho-me carinhosamente e disse:
- Viva com tanto amor no coração que se, por engano, você for parar no inferno o próprio demônio lhe trará de volta ao Paraíso. Problemas fazem parte da nossa vida, porem não deixe que eles o transformem numa pessoa amargurada. As crises vão estar sempre se sucedendo e, às vezes, você não terá escolha. Sua vida está sensacional e, de repente, você pode descobrir que sua mãe está doente, que a política econômica do governo mudou e que infinitas possibilidades de encrencas aparecem.
As crises você não pode escolher, mas pode escolher a maneira de enfrentá-las.
E, no final, quando os problemas forem resolvidos, mais do que sentir orgulho por ter encontrado as soluções, você terá orgulho de si mesmo.
54 - A Lição do Mendigo

Um mendigo sentava-se na calçada, sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas; e, ao lado, colocava uma placa com os dizeres:
“Vejam como sou feliz! Sou um homem prospero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem-humorado”.
Alguns instantes olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros, ainda, até lhe cavam dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que, a cada dia, a quantia era maior. Numa bela manha, um importante e arrojado executivo, que já o observava, há algum tempo, aproximou-se e disse-lhe:
- Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da minha empresa?
- Vamos lá. Só tenho a ganhar!
Respondeu o mendigo. Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa. Daí em diante, sua vida foi uma seqüência de sucessos e, em pouco tempo, ele se tornou um dos sócios majoritário.
Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu como conseguira sair da mendicância para tão alta posição:
- Bem, houve uma época em que eu costumava sentar-me na calçada com uma placa ao lado, que dizia:
“Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um misero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!”
- As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia:
“Tudo o que você fala ao seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme que é bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é prospero”.
- Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidir trocar os dizeres da placa para:
“Vejam como sou feliz! Sou um homem prospero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem-humorado”.
- A partir desse dia, tudo começa a mudar; a vida me trouxe a pessoa certa para tudo de que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas de entender o poder das palavras. O universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevemos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmamos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas nossas crenças.
Um repórter, ironicamente, questionou:
- O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?
O homem sorrindo respondeu:
- Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive de acreditar nelas!
A cada degrau da vida, veja a beleza que ela lhe oferece.


55 - A Arvore dos Problemas

Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu do seu carro furou; a serra elétrica quebrou; ele cortou o dedo; e, ao final do dia, o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu-lhe uma carona para casa. Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram à casa do carpinteiro, ele convidou o homem para entrar e conhecer a sua família. Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena arvore e, gentilmente, tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto abriram-se em um grande sorriso, e ele abraçou seus filhos e beijou sua esposa. Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela arvore, o homem perguntou:
- Por que você tocou na planta antes de entrar em casa?
- Ah! Esta é a minha arvore dos problemas. Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, eles não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite eu deixo os meus problemas nesta arvores quando chego a casa e os pego no dia seguinte. E você que saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem a metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.
Os nossos problemas não pode jamais afetar os relacionamentos que temos com os outros.
56 - A Bondade e a Ofensa

Dois grandes moradores árabes, de nomes Amir e Farid, eram muito amigos e sempre que faziam suas viagens para um mercado onde vendiam suas mercadorias, iam juntos, cada qual com sua caravana, seu escravos e empregados. Numa dessas viagens, ao passarem as margens de um rio caudaloso, Farid resolveu banhar-se, pois fazia muito calor. Em dado momento, distraindo-se, foi arrastado pela correnteza. Amir, vendo que seu grande amigo corria risco de morrer, atirou-se às águas e, com inaudito esforço, conseguiu salva-lo. Após esse episódio, Farid chamou um de seus escravos e mandou que ele gravasse numa rocha ali existente, a seguinte frase:
- “Aqui, com risco de sua própria vida, Amir salvou a vida do seu amigo Farid”.
Ao retornarem, passaram pelo mesmo lugar, onde pararam para rápido repouso. Enquanto conversavam, tiveram uma grande discussão e Amir, alterando-se esbofeteou Farid. Este se aproximou das margens do rio e, com uma varinha, assim escreveu na areia.
- “Aqui, por motivos fúteis, Amir esbofeteou seu amigo Farid”.
O escravo que fora encarregado de escrever na pedra o agradecimento de Farid, perguntou-lhe:
- Meu senhor, quando fostes salvo, mandou gravar aquele feito numa pedra e agora escreve na areia o agravo recebido. Por que assim o fazeis?
Farid respondeu-lhe com estas palavras.
Os atos de bondade, de amor e abnegação devem ser gravados na rocha para que todos aqueles que tiveram oportunidade de tomar conhecimento deles, procurem imitá-los.
Ao contrário, porem, quando recebemos uma ofensa, deve escrevê-la na areia para que desapareça levada pela maré ou pelos ventos, a fim de que ninguém tome conhecimento dela e, acima de tudo, para que qualquer mágoa desapareça prontamente no nosso coração...

57 - Primeiro as Pedras Grandes

Um consultor, especialista em “gestão do tempo”, quis surpreender uma platéia durante uma conferencia. Tirou debaixo da mesa um frasco grande, de boca larga. Colocou-o sobre a mesa, ao lado de uma pilha de pedras do tamanho de uma laranja, e perguntou:
- Quantas pedras você acham que cabem neste frasco?
Após algumas conjecturas dos presentes, o consultor começou a colocar as pedras, até encher o frasco. Perguntou, então:
- Está cheia?
Todos olharam para o frasco e disseram que sim. Em seguida, ele tirou um saco com pedrinhas bem pequenas debaixo da mesa, colocou parte das pedrinhas pelos espaços encontrados entre as pedras grandes. O consultor sorriu com ironia e repetiu:
- Está cheia?
Dessa vez, a platéia duvidou...
- Talvez não...
- Muito bem!
Exclamou o consultor, pousando sobre a mesa um saco de areia, que começou a despejar no frasco a areia filtrava-se nos pequenos buracos pelas pedras e pelas pedrinhas. Ele perguntou de novo:
- Está cheia?
Exclamaram a platéia.
- Não!
Pegou, então, um jarro e começou a jogar água dentro do frasco, que absorvia a água sem transbordar. Deu por encerrada a experiência e perguntou:
- Bom o que acabamos de demonstrar?
Um participante respondeu:
- Que não importa a quão cheia está nossa agenda, se quisermos, sempre conseguiremos fazer com que caibam outros compromissos.
- Não!
Concluiu o especialista.
O que esta lição nos ensina é que, se não colocamos as pedra grandes primeiro, nunca seremos capazes de colocá-las depois.
E quais são as grandes pedras nas nossas vidas?
São os nossos filhos, a pessoa amada, os amigos, os nossos sonhos, a nossa saúde.
O resto é resto e encontrará o seu lugar.

58 - A Janela de Um Hospital

Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital.
Um deles ficava sentado em sua cadeira, por uma hora todas as tardes, para conseguir drenar o liquido em seus pulmões. Sua cama ficava próximo da única janela todo tempo.
O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama. Por todo tempo eles conversavam muito, falavam sobre as mulheres e suas famílias, suas casas e seus empregos, onde eles costumavam ir às férias, etc.
E toda à tarde, como o homem perto da janela podia sentar-se, ele passava todo tempo descrevendo para o seu companheiro de quarto todas as coisas que via atrás da janela.
O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro. Ele dizia:
- Aqui da janela dá para ver um parque com um lindo lago bem legal, patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus barquinhos. Jovens namorados andavam de braços no meio das flores e estas possuíam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas arvores cheias de elegância na paisagem e uma fina linha podia ser vista no céu da cidade.
Quando o homem perto da janela fazia suas discrições, ele o fazia de modo primoroso e pitoresco.
Em uma manha, a técnica de enfermagem do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens, mas achou um deles morto. Era justamente o homem que ficava perto da janela que foi encontrado morto durante o seu sono à noite.
Assim que terminou de colocar o corpo do companheiro na maca e julgou conveniente, o outro homem pediu a técnica de enfermagem que se chamava Maria de Jesus que mudasse a sua cama para perto da janela.
Ele vagarosamente, pacientemente se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu fazê-lo, deparou-se com um muro branco. Ele então perguntou para técnica de enfermagem:
- Maria de Jesus que teria levado meu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas todos os dias, se pela janela só dava para ver um muro branco?
Disse:
- Senhor o seu companheiro de quarto era cego e nunca poderia ver nada, mesmo que quisesse. Talvez ele só tivesse pensando em distraí-lo um pouco mais com suas historias.
Há uma tremenda alegria em fazer outras pessoas felizes, independentemente de nossa situação atual, dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas a felicidade quando é partilhada é ter o dobro de felicidade.
Se você que se sentir rico, apenas conte todas as coisas que você tem e que o dinheiro não pode comprar.
O hoje é um presente e é por isso que é chamado assim.

58 - O Guardião do Castelo

Certo dia, num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O grande mestre convocou, então, todos os discípulos para determinar quem seria o novo sentinela. O mestre, com muita tranqüilidade, falou:
- Assumira o posto de guardião do castelo, o primeiro monge que resolver o problema que vou apresentar.
Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôr um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo, e disse apenas:
- Aqui está o problema!
Todos ficaram olhando a cena:
- Este vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro. O que representaria? O que fazer? Qual o enigma?
Neste instante, um dos discípulos sacou a sua espada, olhou o mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e...ZAPT... destruiu tudo, com um só golpe. Tão logo o discípulo retornou ao seu lugar, o mestre disse:
- Você será o novo guardião do castelo.
Não importa qual o problema, se for um problema, precisa ser eliminado.
Um problema é sempre um problema. Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam um espaço inútil em seus corações e mentes.
Espaço esse indispensável para criar a vida. Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários, até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em seu coração.
O passado serve como lição, como experiência. Serve para ser relembrando e não revivido. Use as experiências do passado no presente, para construir o seu futuro. Necessariamente nessa ordem!

Coleção Contos do Alquimista: Bosque de Cedros. Paulo Coelho. Editora Caras S.A. São Paulo, 1999.
59 - Comece Consigo Mesmo

As palavras a seguir foram escritas na tumba de um bispo anglicano (1.100 d.C.), nas criptas da abadia de Westminster.
- “Quando era jovem e livre a minha imaginação não tinha limites, eu sonhava em mudar o mundo.
Quando fiquei mais velho e mais sábio, descobrir que o mundo não mudaria e assim reduzi um pouco os limites de meu ideal e decidi mudar apenas meu país.
Porem, este, também, parecia imutável.
À medida que chegava ao meu crepúsculo, numa última e desesperada tentativa, procurei mudar apenas minha família, aqueles mais próximos a mim, mas, ai de mim!
Eles não mudaram.
E agora, deitado em meu leito de morte, subitamente percebo: se eu tivesse apenas mudado a mim mesmo primeiro, então, pelo meu exemplo, eu teria mudado minha família.
Com sua inspiração e estimulo, eu poderia ter melhorado meu país e, quem sabe, até ter mudado o mundo”.

60 - O Menino e o Pardal

Era uma vez um menino chamado André Fernando que encontrou, num bosque próximo à sua casa, um pardal cuja asa estava quebrada. Recolheu-o, fez-lhe uma gaiola e tratou dele com paciência, até que se recuperou. Em poupo tempo, tomou-se de amores pela avezinha, passando a pensar que ela era “sua”.
Passado um mês, mais ou menos, o pardal curou-se e começou a tentar fugir da gaiola, batendo as asas e atirando-se contra as varetas. Diante disso, o pai do garoto aconselhou-o:
- André meu filho, você precisa deixá-lo ir embora ele é um pássaro livre, ele tem asas é para voar, jamais seria feliz numa gaiola. Se o mantiver preso, ele vai se ferir e poderá tentar ferir você também.
Então eles levaram a gaiola para fora de casa, André retirou o passarinho de dentro dela com cuidado, pressentindo a liberdade, o pardal abriu as asas, tentando voar, num movimento automático, André cerrou a mão, sentindo um medo súbito de perder para sempre a avezinha de estimação. O pardal grasnou, batendo em vão as asas. O pai com brandura disse:
- André, abra a mãos, sei que você o ama, mas veja como ele se debate!
Numa fração de segundo, suas mãos tão frágeis podem partir-se, apertando-o com força, para evitar que fuja. O pai diz:
- Filho, você pode machucá-lo e talvez até venha a matá-lo.
- Painha, se eu abrir as minhas mãos, ele voará!
André exclamou. O pai continuou.
- Com certeza meu filho, mas se ele voar talvez um dia volte, quem sabe. Porem, caso você tema perde-lo, pode vir a mutilá-lo ou a matá-lo, perdendo-o do mesmo jeito e sem alternativa. A única maneira de reter o que é seu é mantendo as mãos abertas.
O menino abriu as mãos e o pardal voou imediatamente. Tristonho, André viu-o partir, entrando com o pai em casa. Durante todo o dia foi tomado por uma solidão imensa.
Na manhã seguinte, porém, ele foi despertado pelo som de um chilrear conhecido e viu um pardalzinho pousado num galho próximo à janela, não conseguiu saber se aquele era ou não de fato o seu pardal, mas, ao descer para o seu café da manhã, percebeu que sua solidão havia desaparecido.

61 - O Que Importa de Verdade

Pedro passeava com seu avô por uma Praça de Teresina. Em determinada altura, viu um sapateiro sendo destratado por um cliente, cujo calçado apresentava um defeito. O sapateiro escutou calmamente a reclamação, pediu desculpas e prometeu refazer o erro.
Pedro e o avô pararam um café numa lanchonete. Na mesa ao lado, o garçom pediu a um homem que movesse um pouco a cadeira para abrir espaço, o homem irrompeu numa torrente de reclamações e negou-se. O avô disse para o Pedro.
- Nunca esqueça o que viu: o sapateiro aceitou uma reclamação, enquanto este homem ao nosso lado não quis mover-se.
Os homens úteis, que fazem algo útil, não se incomodam de serem tratados como inúteis.
Mas os inúteis sempre se julgam importantes e escondem toda a sua incompetência atrás da autoridade.

62 - A Lição do Velho Samurai

Perto de Tóquio, no Japão, vivia um grande samurai, já idoso que agora se dedicava a ensinar o zen budismo aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulos, apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo e aumentar sua fama.
Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade e o jovem começou a insultar o velho mestre. Durante horas, fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso retirou-se. Desapontados pelo fato de o mestre aceitar tantos insultos e provocações, um dos alunos perguntou:
- Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Porque não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?
O velho mestre samurai sabiamente deu esta lição aos seus alunos:
- Se alguém chega até você com um presente e você não aceita a quem pertence o presente?
- A quem tentou lhe entregar.
Diz um dos seus alunos.
O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos, quantos não aceitos, continuam pertencendo quem os carregava consigo.
63 - O Valor de Um Bom Dia

Certa vez, faz alguns anos, um agente de publicidade em Teresina tomou um táxi e pediu ao motorista que o levasse à estação rodoviária. Realizada a corrida, o motorista recusou-se a receber o pagamento da corrida.
O passageiro tomado de surpresa e com certo constrangimento insistiu repetidamente, oferecendo-se até a pagar o dobro. Diante daquela inusitada resistência, o passageiro ficou curioso com aquele ato de renuncia e generosidade. O motorista calmo e tranquilamente, com um sorriso nos lábios, disse:
- Moço, há 28 anos trabalho como motorista de táxi nesta cidade e foi o senhor a primeira pessoa que me deu um bom-dia.
O agente de publicidade deu notoriedade ao fato nos grandes jornais e na televisão do país, causando assim um impacto coletivo na população de todo nós, porque trouxe à baila como as grandes cidades, em vez de humanizarem as pessoas, mais as brutalizaram e fazem delas feras acuadas.

64 - As Duas Espécies de Vidro

Um jovem muito rico foi-se encontrar com um rabi e lhe pediu um conselho para orientar a sua vida. O mestre o conduziu até a janela e perguntou:
- O que você vê através dos vidros?
- Vejo homens que vão e vêm e um cego pedindo esmolas na rua.
Então o rabi mostrou-lhe um grande espelho e novamente o interrogou:
- Olhe neste espelho e diga agora o que você vê.
- Vejo a mim mesmo.
- Já não vê os outros! Repare que a janela e o espelho são ambos feitos da mesma matéria-prima, o vidro; mas no espelho, porque há uma fina camada de prata ao vidro, você não vê nele mais do que a sua pessoa.
Você deve se comparar a esta duas espécies de vidro. Quando pobre, via os outros e tinha compaixão deles.
Agora coberto de prata, ou seja, rico vê apenas a sua imagem.
Você só valerá alguma coisa quando tiver coragem de arrancar o revestimento de prata que lhe tapa os olhos para poder de novo ver e amar os outros...
(Extraída da Coleção Contos do Alquimista: A Cerimônia do Chá de Paulo Coelho. Editora Caras S.A. São Paulo, 1999)

65 - O Monge e o Cavaleiro

- Por que o senhor vive no deserto?
Perguntou o cavaleiro.
- Por que não consigo ser o que sou.
Respondeu o monge.
- Ninguém consegue. Mas é preciso tentar.
Insistiu o cavaleiro.
- É impossível. Quando começo a ser eu mesmo, as pessoas me tratam com uma reverencia falsa. Quando sou verdadeiro a respeito da minha fé, então elas é que começam a duvidar. Todos acreditam que são mais santos do que eu, mas fingem-se de pecadores com medo de insultar minha solidão. Procura mostrar o tempo todo que me consideram um santo; e assim se transformam em emissários do demônio, me tentando com o orgulho.
- Seu problema não é tentar ser quem é, mas aceitar os outros como são.
Enquanto você não puder respeitar a maneira de os outros agirem, é melhor continuar no deserto.
Disse o cavaleiro, afastando-se.

(Extraída da Coleção Contos do Alquimista: A Cerimônia do Chá de Paulo Coelho. Editora Caras S.A. São Paulo, 1999). Modificado.

66 - Quem é Rico? Quem é Pobre?

Um dia, um pai de família rica levou seu filho para o interior com o firme propósito de mostrar o quanto às pessoas pode ser pobre. Eles passaram um dia e uma noite na casa de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao seu filho:
- Como foi à viagem?
- Muito boa papai!
- Você viu com as pessoas pobres podem ser?
O pai perguntou.
- Sim.
- E o que você aprendeu?
O filho respondeu:
- Papai, eu vi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim, eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberto e iluminada com luzes artificiais, eles têm as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão de entrada, o deles tem uma floresta inteira.
Quando o pequeno garoto estava acabando de responder, seu pai ficou estupefato. O filho acrescentou:
- Obrigado, pai, por me mostrar quanto “pobres” nós somos!
A riqueza consiste muito mais no desfrute do que na posse.
Tudo o que temos depende da maneira como olhamos para as coisas.
Se temos amor, amigos, saúde, bom humor e atitudes positivas para com a vida, temo tudo!
Se somos “pobres de espírito”, não temos nada.

67 - A Essência do Perdão

Um dos soldados de Napoleão cometeu um crime – a história não conta qual – e foi condenada a morte.
Na véspera do fuzilamento, a mãe do soldado foi implorar para que a vida de seu filho fosse poupada:
- Minha senhora, o que seu filho fez não merece clemência.
A mãe disse:
- Eu sei se merecesse, não seria verdadeiramente um perdão. Perdoar é a capacidade de ir alem da vingança ou da justiça.
Ao ouvir estas palavras, Napoleão cedeu e transformou a pena de morte em exílio.
(Coleção Contos do Alquimista: Bosque de Cedros de Paulo Coelho. Editora Caras S.A. São Paulo, 1999).
68 - Faz Bem... Fazer o Bem!

O jovem John Rockfeller, como a maioria dos homens, tinha um objetivo só: tornar-se rico e independente. Mas para tanto também dava duro no trabalho. O jovem Rockfeller estimulava-se como se fosse escravo de si mesmo.
Aos 33 anos, John Rochfeller completou o seu primeiro milhão de dólares. Dez anos depois se tornou o “Rei do Petróleo, chefe da Standard Oil Company. Mas outros dez anos, ele era o dono absoluto de toda a exploração do petróleo dos EUA.
O magnata industrial, de 53 anos, havia tempo que pagara cara, com a sua saúde. Uma “alopecia” consumira-lhe os cabelos, as sobrancelhas, os cílios. O homem que cada semana contabilizava mais um milhão de dólares, só podiam se alimentar de torradas e leite. Rockfeller, além disso, era odiado, especialmente pelos donos de poços de petróleo da Pensilvânia. Para ele próprio conseguir maior lucro, empurrou os outros para a bancarrota. O “rei do petróleo” precisou ser escoltado por guarda-costas. Tinha a aparência de velhusco detestado. Os médicos não lhe davam mais de 12 meses de vida. A imprensa já alardeava seu iminente desenlace.
Numa noite de insônia, John Rockfeller refletiu... e se convenceu:
- “Você não vai levar consigo um dólar sequer, ao morrer! Dinheiro? É nada! Você não fez feliz a ninguém! Os herdeiros vão devorar tudo...”
Pratico e conseqüente como era o homem mais rico da terra e o primeiro bilionário, na manhã seguinte começou a ajudar doentes, sofredores, missionários etc. e tal. Em 1913 criou a Fundação Rockfeller.
Com milhões de dólares promoveu projetos científicos. Seus pesquisadores extinguiram o ancilóstomo, a pesquisa da penicilina, avanço positivo contra a difteria, malaria e tuberculose. Subvencionou estabelecimento de ensino. Com esse ativismo humanitário, ao poucos, Rockfeller ia recuperando a si mesmo. Restabeleceu-se. Fazia-lhe imenso bem... “fazer o bem”. Podia dormir tranqüilo, comer e alegrar-se. O homem que aos 53 anos foi sentenciado à morte, chegou vigoroso, aos 88 anos. Rockfeller: 1839-1937. Tornou-se, talvez, o exemplo mais impressionante de que os que põem em prova seu amor, transformam-se em benção. Corpo e alma retemperam-se fazendo o bem, pois aqueles que amam a Deus, tudo se lhes reverte em bem maior.
“O homem mais pobre que eu conheço é aquele que só tem dinheiro”.
John Rockfeller

69 - A Atitude é Tudo!

Pedro era o tipo de pessoa que qualquer um gostaria de conhecer. Estava sempre de bom humor e sempre tinha algo positivo para dizer. Se alguém lhe perguntasse como estava, ele dizia:
- Cada dia melhor!
Era sua resposta. Era um homem especial, um motivador nato. Fiquei tão curioso como o seu estilo de vida, que um dia lhe perguntei:
- Pedro, como pode ser uma pessoa tão positiva o tempo todo?
Respondeu-me:
- Cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo. “Pedro, hoje tem duas escolhas, podes ficar de bom humor ou de mau humor, e escolho ficar de bom humor”. Cada vez que algo de ruim acontece, posso escolher fazer-me de vitima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. Se alguém reclama, posso escolher o lado positivo da vida.
Nunca mais me esqueci do que o Pedro me disse, e lembrava-me sempre dele quando fazia uma escolha.
Anos mais tarde soube que o Pedro cometera um erro, deixando a porta de serviço aberta. Naquela madrugada foi surpreendido por assaltantes e, enquanto tentava abrir o cofre, tremendo com o nervosismo, desfez a combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico, disparam e atingiram-no. Por sorte, foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital.
Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta, ainda com fragmentos de balas alojadas no corpo. Quando o encontrei, lhe perguntei como estava:
- Ótimo, se melhorar estraga!
Contou-me o que tinha acontecido e perguntei o que lhe tinha passado pela cabeça na ocasião do assalto respondeu rindo:
- A primeira coisa que pensei foi que devia ter trancado a porta. Então, deitado no chão, ensangüentado, lembre-me de que tinha duas escolhas: poderia viver ou morrer. Escolhi viver!
- Não teve medo?
Perguntei:
- Olha os médicos me diziam que tudo ia dar certo e que eu ia ficar bom. Mas quando cheguei à sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado: nas expressões deles, eu lia claramente: “Esse ai já era... Decidi que tinha de fazer algo”.
Perguntei Já muito curioso:
- E o que fizeste?
- Bem, havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas. Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa. Eu respondi que sim. Todos pararam para ouvir a minha resposta. Tomei fôlego e gritei: “Eu escolho viver, operem-me como um ser vivo, não como um morto!”
O Pedro sobreviveu graças à persistência dos médicos, mas também graças à sua atitude.
Aprendi que todos os dias têm a opção de viver plenamente e tomar decisões, pois serão essas atitudes que nos farão mais felizes. Afinal de contas: A atitude é tudo.
70 - O Preconceito

Um fazendeiro encontra um filhote de onça perdido na floresta, e com pena leva-o para sua fazenda. Com muito carinho ele cuida da onça, e os dois se tornam grandes amigos.
Todos os dias ele sai para fazer compras e deixa a onça tomando conta da casa e de seu filhinho de dois anos. Seus amigos dizem:
- Você é louco em deixar uma onça cuidando do seu filho, um dia ela ainda vai devorá-lo.
O fazendeiro respondeu sorrindo:
- Não vai não, ela é minha amiga e eu a criei com todo o carinho...
Um dia, voltando da cidade, seu carro quebrou, e ele passou a noite fora, só chegando a sua fazenda no dia seguinte pela manhã. Ele vê a onça na porta da casa o esperando como sempre fazia, com a sua boca cheia de sangue. Imediatamente pensa consigo mesmo:
- “Ela viu que não voltei, teve fome e, como diziam meus amigos, devorou o meu filho”.
Ele saca sua arma da caminhonete, mira a cabeça da onça e atira matando-a. Corre para dentro de sua casa e encontra seu filhinho brincando com uma bolinha e ao seu lado muito sangue de uma enorme cobra. A onça tinha salvado a vida do seu filhinho...
Quantas amizades são rompidas, quantos lares destruídos, por palavras que ouvimos e aceitamos, muitas vezes, desses ditos “amigos”. Por que julgamos as coisas segundo a inclinação do nosso coração.